A Horse With No Name

cavalo

terça-feira, 4 de setembro de 2018

The Beach Boys


Apenas três meses depois do lançamento de Surfin' Safari, os Beach Boys conquistaram um sucesso razoável – o disco vendeu mais de 40 mil cópias, o que impressionou algumas pessoas do circulo da banda no anos de 1963. O grande destaque era, sem dúvida alguma, Brian Wilson. Talentoso para tocar, ele também se destacou rapidamente pela habilidade em compor canções, e isso colaborou para a rápida ascensão de todos.

Eles precisavam de mais repertório, e como era tradição lançar discos em curtos intervalos de tempo, começaram a trabalhar forte em um novo projeto. E foi dessa necessidadeo que saiu Surfin’ U.S.A., o segundo álbum de estúdio da banda e que colocou os Beach Boys nos trilhos do sucesso por longos anos.

Com relação ao trabalho anterior, nenhuma medida drástica foi tomada. Ou seja, a base harmônica e estrutural das canções foi mantida, deixando a banda dentro de suas características: com longos coros, muita parte instrumental e os cantores se revezando nas faixas, criando um som único e bem a cara da Califórnia.

Surfin’ U.S.A também completou o trabalho de colocar Brian Wilson entre os principais compositores daquela época. A facilidade dele em trabalhar a harmonia vocal e as canções foi determinante para alça-lo ao topo como principal nome da banda – gerando ciúmes de alguns membros, como se veria no futuro. O segundo disco foi tão organizado, que até hoje muitos historiadores musicais afirmam que foi Brian o verdadeiro produtor, não Nick Venet.

Como era comum à época, algumas canções era totalmente ou parcialmente copiadas sem o devido crédito, e isso aconteceu com os Beach Boys. A canção título do trabalho foi inspirada em “Sweet Little Sixteen”, de Chuck Berry – só que foi tão inspirada, que acabou sendo quase uma cópia da original. Claro que Berry não deixou barato, acionou a justiça e teve seu nome creditado no disco, embolsando mais alguns milhares de dólares em sua gorda conta bancária. Mas apesar do problema, isso não impediu o sucesso imediato, o primeiro grande hit single da banda em sua curta história.

Cinco das 12 faixas são instrumentais, o que se tornaria uma marca dos Beach Boys nos trabalhos. Além disso, o uso de instrumentos até então inéditos para o rock, como saxofone, orgão e xilofone, também foram inovadores à época em que o rock and roll passava por sua segunda transformação após sua explosão nos anos 1950.

A foto da capa foi tirada por John Severson em janeiro de 1960 e mostra Leslie Williams em Sunset Beach, no Havaí, e mostra exatamente o que o título do disco sugere. O que o título do trabalho não sugeriu é que a banda da Califórnia rivalizaria com os Beatles durante os anos 1960, uma rivalidade que acabaria com o lançamento de um disco que entrou para a história. E com um não-lançamento que ficou na mente de todos para sempre.

Texto retirado do blog | Music On The Run

1963 | SURFIN' USA

01. Surfin' USA
02. Farmer's Daughter
03. Misirlou
04. Stoked
05. Lonely Sea
06. Shut Down
07. Noble Surfer
08. Honky Tonk
09. Lana
10. Surf Jam
11. Let's Go Tippin'
12. Finders Keepers

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sábado, 1 de setembro de 2018

Black Country Communion


Black Country Communion é um grupo musical anglo-americano de rock formado por Glenn Hughes, Jason Bonham, Derek Sherinian e Joe Bonamassa.

Glenn Hughes afirmou que ele e Bonamassa vinham trabalhando juntos por mais de um ano, quando ambos se apresentaram no evento Guitar Center: King of the Blues em Los Angeles em novembro de 2009 e decidiram gravar juntos. O produtor Kevin Shirley, em seguida, sugeriu que o grupo trabalhasse com o filho de John Bonham, Jason Bonham. Bonamassa não queria que a banda fosse um power trio, então ele e os outros decidiram incorporar à formação o ex-tecladista do Dream Theater, Derek Sherinian, por recomendação de Kevin Shirley.

A banda começou a realizar sessões no Shangri La Studios em Malibu, na Califórnia. Segundo Bonham, a banda estava gravando desde janeiro de 2010. Ele afirma: "Eu, literalmente, entrei em estúdio na semana passada por dois dias com uma pessoa que eu tinha feito um álbum antes, muito rapidamente, e com outro que era um amigo de meu pai que conheci mais tarde, Joe Bonamassa e Glenn Hughes, e estamos trabalhando em um novo projeto com um título de trabalho de Black Country." A banda recebeu o nome da área industrial inglesa de onde Hughes e Bonham são oriundos.

Em 23 de março de 2013, Glenn Hughes anunciou o fim da banda, afirmando ainda que Joe, que deixou o grupo dez dias antes, não permitiria mais que os membros restantes continuassem com o nome Black Country Communion. Contudo, ele disse que ele, Jason e Derek continuariam juntos com outro nome na "hora certa".

Em abril de 2016 o gupo anunciou o retorno às atividades.

Texto | Wikipédia

2010 | BLACK COUNTRY COMMUNION

01. Black Country
02. One Last Soul
03. The Great Divide
04. Down Again
05. Beggarman
06. Song Of Yesterday
07. No Time
08. Medusa
09. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun

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2011 | 2

01. The Outsider
02. Man In The Middle
03. The Battle For Hadrian's Wall
04. Save Me
05. Smokestack Woman
06. Faithless
07. An Ordinary Son
08. I Can See Your Spirit
09. Little Secret
10. Crossfire
11. Cold

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2012 | LIVE OVER EUROPE

CD 1
01. Revolutions Of The Machine (Intro)
02. Black Country
03. One Last Soul
04. Crossfire
05. Save Me
06. The Battle For Hadrian's Wall
07. Beggarman
08. Faithless
09. Song Of Yesterday
10. I Can See Your Spirit

CD 2
01. Cold
02. The Ballad Of John Henry
03. The Outsider
04. The Great Divide
05. Sista Jane
06. Man In The Middle
07. Burn

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2012 | AFTERGLOW

01. Big Train
02. This Is Your Time
03. Midnight Sun
04. Confessor
05. Cry Freedom
06. Afterglow
07. Dandelion
08. The Circle
09. Common Man
10. The Giver
11. Crawl

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2017 | BCCIV

01. Collide
02. Over My Head
03. The Last Song For My Resting Place
04. Sway
05. The Cove
06. The Crow
07. Wanderlust
08. Love Remains
09. Awake
10. When the Morning Comes

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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Shivkumar Sharma, Brij Bhushan Kabra & Hariprasad Chaurasia


Call Of The Valley é um álbum maravilhoso da música clássica indiana, um clássico e um marco na música do mundo, lançado em 1967 pelos músicos hindus Hariprasad Chaurasia, Brij Bhushan Kabra e Shivkumar Sharma.

Quando os músicos gravaram este álbum todos tinham cerca de 30 anos, Shivkumar Sharma, maestro do Santoor (instrumento de cordas percussão), e que tinha feito seu primeiro álbum solo em 1960, foi responsável por estabelecer e popularizar o instrumento círculos clássicos, o guitarrista Brij Bhushan Kabra tinha que provar a si mesmo por causa da concepção e associações de ocidental e indiana que era a música popular guitarra, e Hariprasad Chaurasia teve que também enfrentar o desafio de implementar o seu instrumento o Bansuri (flauta transversal alta nativa da Índia, feita de um pedaço de bambu), uma vez que não era um instrumento concebido muito popular.

É um dos álbuns mais bem sucedidos da Índia e se tornou popular internacionalmente, pela adaptação do som e do trabalho que os músicos souberam inteligentemente impregnar. Sim, a música é tradicional, ambientais, várias peças de estrutura clássica dentro da música indiana, são '' ragas '' ... padrões melódicos em uma composição e improvisação, e é estabelecido com base em uma determinada coleção notas ( geralmente 5-7) e padrões rítmicos característicos, mas o que lhe dá uma audiência internacional atraente é a maneira como os músicos trabalham a música, brincar com os aspectos mais atraentes música e desenvolver peças dinâmicas a partir do uso inovador do violão e da flauta, tudo isso torna o som mais aceitável para o público ocidental.

Na tradição musical indiana, raga são interpretados com base na hora do dia e da temporada, por isso, nesta música (e neste disco) o conceito de tempo e espaço são de valor muito implícita à terra de onde vivem, além de ser uma música com muitas influências e espirituais, religiosas, culturais, etc implicações, é por isso que a música indiana tem uma aura especial, uma energia mágica capaz de ser percebida imediatamente capaz e transportá-lo para sonhos de plenitude, gozo e regozijo interno...


Texto retirado do blog | El Jardín de las Delicias Psicodélicas

2004 | ARTICLES OF CONFEDERATION

01. Ahir Bhairav/Nat Bhairav
02. Rag Piloo
03. Bhoop Ghara-Dadra
04. Rãg Des
05. Rag Pahadi


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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Ian Curtis


Ian Curtis, representa hoje um legado de música, história e poesia. O ser humano no seu estado de alienação e o dom para a arte que é a música, no seu estado mais puro. Ian sonhou um dia subir ao palco, realizou esse sonho e é até hoje a alma dos Joy Division.

Joy Division representa hoje um nome com história e música. Nasceram em Manchester (Inglaterra) em 1976, numa época sobretudo industrial e no centro do movimento Punk. Influenciados por bandas como os Sex Pistols e os The Clash, três amigos juntaram talentos e decidiram formar os Joy Division. Eram eles, Bernard Sumner(Guitarrista e Teclista), Peter Hook (Baixista) e Stephen Morris (Percussionista e Baterista). Ian Curtis surge mais tarde, como vocalista, após ter conhecido Bernard e Peter num dos concertos dos Sex Pistols. Torna-se desde aí a alma dos Joy Division, devido ao seu dom evidente para a composição musical e para a poesia.

É curioso pensar-mos no nome da banda, de onde surgiu e o que significa. Para os mais curiosos, Joy Division designava a área destinada às mulheres judias que eram abusadas nos campos de concentração nazistas, o nome foi escolhido por Ian Curtis que era dominado por uma revolta contra os horrores do nazismo. De acordo com a época, os Joy Division tiveram a capacidade de reproduzir musicalmente aquilo que se traduzia num ambiente escuro, vivido em Manchester. Sobre a influência da cultura Punk e através da mistura do Rock Underground, algumas nuances de experimentalismo e tons electrónicos, marcaram a diferença sendo hoje uma referência pioneira ao som new wave que iniciou os anos 80.

Ian Curtis desenvolveu um trabalho admirável e persistente na banda, transpirava paixão pela música, desde cedo. Antes de pertencer aos Joy Division, Ian trabalhava numa loja de discos e mais tarde enquanto assistia a concertos, decidiu que um dia estaria em palco. E esteve de facto, tornando os concertos da banda lendários e envoltos numa áurea de mistério, devido ao seu comportamento em palco, caracterizado pela forma maníaca com que se movia e dançava. Mais do que movido pelo ritmo da música, Ian sofria de Epilepsia, os efeitos das luzes e da música provocava esse efeito agravando gradualmente a sua doença. Sofria ataques em palco, e os estímulos do corpo respondiam á doença, criando uma espécie de transe, o que prendia a atenção do público.

Arrepiante era a forma introspectiva com que Ian Curtis escrevia as suas músicas. Recheadas de dor emocional, violência, morte e alienação levando a questões frequentes, e a deduções sobre a sua própria vida. Ian referia apenas que escrevia sobre problemas e a diferente forma com que diferentes pessoas lidam com eles. O certo é que muito do seu estado de espírito transparecia aos olhos dos mais atentos naquilo que escrevia. Era inspirado por escritores como William Burroughs e vocalistas como Jim Morrison e David Bowie.

O grande número de espectáculos marcados ajudou a piorar a Epilepsia de Ian e muitos dos concertos foram sendo cancelados. Deborah Curtis(sua esposa) afirmava frequentemente que o público admirava Ian Curtis por coisas que o iam matando. No fim de um concerto no Rainbow em Londres, Ian teve um ataque Epiléptico, acabando por cair violentamente em cima da bateria, e ainda assim o público não teve consciência do que se estava a passar, colocando a hipótese de todo aquele comportamento fazer eventualmente parte do seu estado já "normal".

Unknow Pleasures, foi o LP de estreia dos Joy Division. Foi gravado em apenas quatro dias e começou a atrair a atenção do público em Inglaterra. Nele destacavam-se as letras de Ian Curtis, por nelas estar presente a angústia e desespero humano. Quando o álbum foi lançado, foi recebido pela crítica inglesa como um dos melhores discos de estreia de sempre.

Ian Curtis é encontrado morto em sua casa, no dia 18 de Maio de 1980. Com apenas 23 anos, Ian comete o suicidio, enforcando-se com uma corda. O motivo aparente poderia ser o agravar da sua doença, e as questões de alienação que caracterizavam a sua personalidade. Ian Curtis falava obsessivamente da morte, em letras como In a lonely place, talvez antecipando o seu próprio fim. A morte de Ian levou ao fim da carreira de uma das mais influentes bandas, precisamente no momento do seu auge.

Ironicamente com o lançamento do compacto Love Will Tear Us Apart, os Joy Division atingiram a sua maior popularidade quando já não existiam enquanto banda, e Ian Curtis nunca chegou a ver o sucesso que tanto desejava para o grupo.

Envolto nesta bolha de mistério, melancolia, desespero, poesia e música, Ian Curtis, é hoje um mito que é relembrado e admirado por muitos e questionado por outros. Sobre ele podemos hoje assistir a milhares de testemunhos, filmes, documentários. Um homem que prova que o ser humano é a sua história, e que esta pode ser relembrada e admirada ao longo de gerações.

Texto | Catarina Pires

IAN CURTIS | JOY DIVISION
Antologia Poética



Autor | Pedro S. Costa e Paulo Da Costa Domingos
Editora | Assírio & Alvim
(Coleção Rei Lagarto - 4)
81 Páginas
Formato | PDF

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domingo, 26 de agosto de 2018

The Traveling Wilburys


The Traveling Wilburys foi um supergrupo formado por George Harrison, Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty.

A primeira reunião informal teve lugar no estúdio de gravação de Bob Dylan em Santa Mônica, Califórnia, onde se juntaram Roy Orbison, Tom Petty e George Harrison para gravar a canção "Handle with Care", que faria parte do lado B do single "This Is Love", extraído do álbum Cloud Nine de George Harrison.

Devido aos bons momentos que passaram juntos em estúdio de gravação, decidiram gravar um álbum em um período de dez dias, devido principalmente à iminente turnê de Bob Dylan, no que cada membro contribuiu com várias canções. Lançado em outubro de 1988, sob vários pseudônimos o álbum Traveling Wilburys Vol. 1 alcançou o posto número 79 da lista dos 100 melhores discos dos anos 1980 publicada pela revista musical Rolling Stone. Posteriormente, seria indicado como Álbum do Ano no prêmio Grammy.

Apesar da morte de Roy Orbison em 6 de dezembro de 1988, o grupo gravou um último álbum sob pseudônimos distintos, ainda que conservando o nome Wilbury. A modo de homenagem, no videoclipe da canção "End Of The Line" figura uma guitarra e um retrato de Roy Orbison. Durante certo tempo, a imprensa especulou sobre uma possível entrada no grupo de Del Shannon, mas seu suicídio em 1990 acabou com este projeto. O segundo álbum, chamado Traveling Wilburys Vol. 3, seria o último trabalho do grupo, precedido do single "Nobody's Child". Pular irreverentemente a sequência cronológica ao nomear o album de "Vol.3" ao invés de "Vol.2" foi uma sugestão tipicamente beatle de George, bem ao estilo da sua ilustre banda anterior. O falecimento de Roy Orbison, vocalista do grupo, e a onipresença compositora de Bob Dylan no segundo álbum (mais da metade das canções foram compostas por ele), contribuíram para um final amistoso do grupo.

Aos finais da década de 1990 e começo do novo milênio, os dois álbuns dos Traveling Wilburys estavam fora de catálogo. Harrison, como dono dos direitos sobre os álbuns, trabalhou neles antes de sua morte para um futuro lançamento, embora não tenha chegado a vê-lo devido a sua morte em 2001. Em junho de 2001, depois do anúncio de Tom Petty na XM Satellite Radio, os dois álbuns foram publicados em formato CD junto a um DVD adicional.

O nome "Wilbury" foi um termo familiar utilizado por George Harrison e Jeff Lynne durante a gravação do álbum Cloud Nine. Em inglês "We’ll bury them in the mix" pode ser traduzido como "nós os enterraremos na mistura". No início, George Harrison sugeriu o nome The Trembling Wilburys, mas posteriormente acabaram mudando para The Traveling Wilburys.

1988 | VOL. 1

01. Handle With Care
02. Dirty World
03. Rattled
04. Last Night
05. Not Alone Any More
06. Congratulations
07. Heading For The Light
08. Margarita
09. Tweeter And The Monkey Man
10. End Of The Line
Bonus tracks
11. Maxine
12. Like A Ship


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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Peggy Lee


Peggy Lee (Jamestown, 26 de maio de 1920 — Bel Air, Los Angeles, 21 de janeiro de 2002), nome artístico de Norma Deloris Egstrom, foi uma cantora de jazz tradicional estadunidense conhecida por interpretar as canções "Is That All There Is?" e "Fever". Ao longo de uma carreira de mais de cinco décadas, Peggy gravou mais de 600 canções e chegou a ser comparada às mais importantes cantoras americanas de sua época, como Billie Holiday e Bessie Smith.

Nascida Norma Deloris Egstrom em Jamestown, Dacota do Norte. Conhecida como uma das mais importantes influências musicais do século 20, Lee é citada como inspiração para vários artistas, como Bobby Darin, Paul McCartney, Anni-Frid "Frida" Lyngstad (do ABBA), Bette Midler, Madonna, K. D. Lang, Elvis Costello, Dusty Springfield, Dr. John, Christina Aguilera entre outros.

Como escritora, colaborou com seu ex marido Dave Barbour, Sonny Burke, Victor Young, Francis Lai, Dave Grusin, John Chiodini, e o Duque Ellington, que diz "If I'm the Duke, then Peggy's the Queen" ("Se eu sou o Duque, então Peggy é a rainha").

Como atriz, foi indicada a um Oscar Academy Awards por seu papel em Pete Kelly's Blues.

Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Judy Garland, Dean Martin, Bing Crosby e Louis Armstrong todos citaram Lee como um de seus cantores favoritos.

Foi cremada e suas cinzas depositadas em um monumento no The Garden of Serenity no Westwood Village Memorial Park Cemetery.

Texto | Tiago Ferreira

1997 | THE BEST OF PEGGY LEE
(The Blues & Jazz Sessions)


01. Why Don’t You Do Right
02. For Every Man There’s A Woman
03. Fever
04. Well Alright, OK, You Win
05. Blue Prelude
06. Hallelujah I Love Him So
07. Just For A Thrill
08. Goin’ To Chicago Blues
09. I’m A Woman
10. See See Rider
11. You Don’t Know
12. Call Me
13. Whisper Not
14. The Thrill Is Gone
15. Seventh Son
16. Please Send Me Someone To Love
17. Momma’s Gone, Goodbye
18. I’m Gonna Go Fishin’

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Thomas Mapfumo


O cantor Thomas Mapfumo é conhecido como o Leão do Zimbábue pela sua imensa popularidade e também, em especial, pela grande influência política que exerce por meio de sua música. Foi ele, por exemplo, o criador do estilo musical que se tornou bastante popular, chimurenga.

Nos anos sangrentos da libertação do seu país e, depois, nos anos de profundas crises econômicas, sociais e políticas, Mapfumo usou sua música para denunciar injustiças, falar sobre questões históricas e culturais e desnudar fatos escondidos pelos jornais sob censura do governo do presidente Robert Mugabe.

Em 2000, as condições no Zimbábue ficaram ainda mais difíceis, devido às políticas violentas do presidente Mugabe e as músicas de Mapfumo foram banidas de todas as rádios. O músico optou por sair do país e foi viver nos Estados Unidos. Mas, apesar do risco, Mapfumo continuou retornando regularmente ao seu país natal, uma vez por ano, para fazer um show de fim de ano. Isso aconteceu até 2004, quando ele sentiu que a coisa estava ficando perigosa demais e deixou de ir.

Mapfumo começou a cantar em 1955, aos 10 anos. Durante sua adolescência, quando seu país vivia a luta pela libertação que transformaria a Rodésia em Zimbábue, Mapfumo atuava como artista itinerante, que o fez ter contato com diversas regiões. Suas músicas passaram a refletir as preocupações das pessoas com as quais ele se encotrava, as privações da vida rural, a indignação com o colonizador.

Foi nesse momento que ele desenvolveu a música que chamou de chimurenga. Os guerrilheiros de seu país que lutavam pela libertação eram chamados chimurenga que, em chona significa luta, conflito. A música chimurenga refletia os anseios da nação negra da Rodésia.

Em 1980, ele celebrou a independência do país que passaria a chamar Zimbábue, sob o som de chimurenga, ao lado dos novos líderes do país. No entanto, Mapfumo esteve sempre ao lado do povo. Ele ficou conhecido por cantar músicas em prol da revolução libertadora, mas suas músicas falavam mesmo era de justiça social e liberdade cultural.

Quando os líderes da libertação transformaram-se em governantes corruptos e que misturavam o conceito de nação com o de sua própria casa, quando perderam os limites do poder, quando passaram a também subjugar o povo como os colonizadores, Mapfumo seguiu coerente. Em 1989 lançou a canção Corrupção. No ano seguinte, cantou Jojo, onde ele avisa os jovens sobre os perigos da política no país em que estão.

Foi nessas circunstâncias que as condições para ele ficaram insustentáveis e Mapfumo teve que deixar o país. Mas sua arte continua lá. E ele continua ativo.

Texto retirado do blog | Mosanblog

1984 | MABASA
(Thomas Mapfumo & The Blacks Unlimited)


01. Ndanzwa Ngoma Kurira (I Hear The Sounds Of Drumming)
02. Mari (Money)
03. Mabasa (Work)
04. Chemera Chaunoda (Ask What You Want)
05. Usatambe Nenyoka (Don't Play With A Snake)
06. Muchoni (The Self-Exile)


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