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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lionel Hampton


Texto | Clube de Jazz

Lionel nasceu in Louisville, Kentucky, em 20 abril de 1909, mas foi criado em Chicago. Em 1928, ele mudou para Los Angeles, onde trabalhou com Paul Howards Serenaders, Les Hite e Louis Armstrong. Depois ele começou a tocar no Sebastians Cotton Club, em Culver City, Califórnia e na seqüência, passou a liderar seu próprio conjunto.

Em 1936, foi contratado por Goodman como vibrafonista, trabalhando no quarteto por quatro anos. Já em 1940, Hampton formou sua própria banda e desde essa época só tem realizado trabalhos como líder.

Em 1942, a sua gravação de "Flying Home" acabou se tornando um hino do swing, colocando Hampton como uma estrela e se tornou a plataforma de um pré-rhythm and blues ao lado do sax-tenor de Illinois Jacquet. Em 1947, Hampton participou de outra lendária gravação de swing, junto com Gene Norman na jam session "Just Jazz".

Através dos anos, centenas de nomes famosos tiveram seus começos nas bandas de Hampton, como Betty Carter, Dexter Gordon, Dinah Washington, Arnett Cobb, Quincy Jones e Clifford Brown. Hampton era um extrovertido showman, inclusive dançava tocando bateria e atacava o piano com dois dedos, fazendo com que os críticos e puristas torcessem o nariz, mas ninguém o esquecia como grande improvisador do swing.

Em 1985, ele cedeu seu nome ao festival de jazz da Universidade de Idaho, que é precedido por uma competição que reúne 1200 músicos pertencentes ao high school americano. Apesar de alguns problemas de saúde em razão da idade, Lionel Hampton continuou com um pouco da sua força vital nos anos 90.

Em janeiro de 2001, o vibrafone que ele tocou durante 15 anos, virou peça do National Museum of American History. Em 31 de agosto de 2002, com 93 anos, Lionel Hampton faleceu depois de sofrer um forte ataque do coração.

1999 | LIONEL HAMPTON
Essential Masters Of Jazz


1. Good Enough To keep: (Air Mail Special)
2. When Lights Are Low
3. Midnight Sun
4. Hamp's Boogie Woogie
5. One Sweet Letter From You
6. Jack The Bellboy
7. Buzzing Around With The Bee
8. Hot Mallets
9. Mingus Fingers
10. Stardust
11. Dinah
12. Sweethearts On Parade
13. Central Avenue Breakdown
14. Air Mail Special
15. Whoa Babe
16. Flying Home
17. I'm In The Mood For Swing
18. Muchacho Azul
19. Blue: (Because Of You)
20. Haven't Named It Yet

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Count Basie


O pianista e maestro William "Count" Basie herdou a liderança da banda de Bennie Moten Kansas City quando Moten morreu em 1935, ele levou para a banda um swing aerodinâmico. Era uma big band que tocava com a flexibilidade e direção de um grupo pequeno.

Nela também estava incluído um núcleo de importantes solistas da história do jazz. Mas acima de tudo, a primeira banda de Basie trouxe uma nova modernidade e mobilidade ao ritmo do jazz, o que acabou abrindo caminho para o bebop.

Basie nasceu em 21 de agosto de 1904 em Red Bank, N.J., e começou a sua carreira tocando stride piano ao estilo de James P. Johnson no black theater e no circuito de vaudeville. Em 1927 ele estava em Kansas City sem dinheiro para retornar ao Leste. Ele conseguiu um trabalho no Walter Page's Blue Devils por um ano. Em 1929, Moten absorveu a maioria dos Blue Devils e foram trabalhar no sudoeste, até a sua morte em um acidente de carro.

Embora Basie não assumisse a liderança imediatamente, ele utilizou muitos músicos do Devils para montar um grupo de nove integrantes ao redor de uma seção rítmica, que além dele e Page tinha um baterista talentoso chamado Jo Jones, cujo toque mágico no címbalo deu à banda uma identidade imediata. Lester Young se uniu logo ao grupo com seu sax-tenor, e um som sem igual.

Basie se estabeleceu no clube Reno em 1936 e começou a tocar em programas de rádio freqüentemente, até que suas músicas foram ouvidas em Chicago pelo produtor e jornalista de jazz John Hammond. Hammond foi para Kansas City, começou a escrever sobre a banda de Basie na Downbeat e batalhou para que a banda fosse representada pela poderosa agência MCA. Mas seus escritos atraíram o interesse da Decca Records, e prontamente eles assinaram um contrato por dois anos.

As gravações iniciais da banda são divididas entre Decca (1937-39) com "One O'Clock Jump" e "Jumpin' At The Woodside" e a Columbia (1939-46) onde estão a maioria das obra-primas de Lester Young, como "Taxi War Dance", "Miss Thing", "Lester Leaps In", "Dickie's Dream" e "Tickle Toe". Juntos, Decca e Columbia são proprietários de um dos grandes tesouros da história de jazz.

Basie se mudou para Victor depois da guerra, mas ele tinha perdido muito dos solistas principais. Finalmente em 1950 Basie se licenciou e montou um excelente pequeno conjunto, dando um fim à sua primeira big band.

A segunda banda de Basie começou em 1952. Basie não apostaria mais seu destino na música baseada em cima de solistas. Ao invés disso, ele estruturou sua música através do trabalho de um grupo de arranjadores escolhidos a dedo. Eles tinham a missão de capturar a essência do som de Basie e passá-lo sob a forma de partituras, não dependendo mais da voz única de um solista insubstituível.

Para atingir esse som de Basie essencial foram escolhidos músicos como Neal Hefti, Benny Carter, Quincy Jones, Frank Foster e Thad Jones. Nos anos setenta foi Sammy Nestico que se tornou o guardião do som de Basie.

O resultado foi uma contínua e lenta evolução desde 1952. As primeiras gravações da banda foram com Norman Granz para o selo Clef; depois foi para a Roulette onde passou seus anos de pico entre o final de 50 e o começo de 60.

Quando Granz voltou à atividade de gravação em 1972 com a Pablo Records, isso significou um renascimento para Basie, que Granz registrou magnificamente em trio, formatos de grupos pequenos como também em banda. Umas séries de duetos com Oscar Peterson produziram momentos revigorantes de um Basie ao piano. Basie morreu em 24 de abril de 1984, de câncer, mas a sua banda continua tocando até hoje.

1999 | COUNT BASIE
Essential Masters of Jazz


01. Rock A Bye Basie
02. Fiesta In Blue
03. Ain't Misbehavin'
04. April In Paris
05. I Got It Bad
06. One O'Clock Jump
07. Every Tub
08. I Want A Little Girl
09. Broadway
10. Lester Leaps In
11. Jumpin' At The Woodside
12. Shorty George
13. Swinging The Blues
14. Sent For You Yesterday
15. 920 Special
16. Dickie's Dream
17. Out Of The Window
18. Something New
19. I Struck A Match In The Dark
20. Platterbrains
21. All Of Me
22. Feather Merchant
23. Down For Double

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Django Reinhardt

O guitarrista Django Reinhardt utilizou da sua ascendência cigana para se tornar o primeiro músico de jazz aclamado vindo da Europa. Nascido em 23 de Janeiro de 1910, em Liverchies, na Bélgica, Reinhardt cresceu em um acampamento cigano fora de Paris. Ele estudou violino, e depois um violão-banjo. Por volta de seus 13 anos, ele já era bom o bastante para tocar em Paris, e em 1922 ele começou a trabalhar profissionalmente.

Mas em 1928, um fogo na caravana mutilou os primeiros dois dedos da sua mão esquerda. Apesar da limitação, Reinhardt se reabilitou, desenvolvendo uma revolucionária técnica de dois dedos. Por volta de 1930, Reinhardt voltou a tocar, dessa vez em cafés no Montmarte enquanto absorvia o jazz das gravações americanas de Louis Armstrong, Duke Ellington, Joe Venuti e do violonista americano Eddie Lang.

Em 1934 ele conheceu o violinista Stephane Grappelli, com quem ele fundou o quinteto “Hot Club of France". O grupo alcançou aclamação internacional e no espaço de um ano gravou mais de 100 discos, incluindo sucessos do jazz, como "Dinah", "Tiger Rag", "Lady Be Good","Stardust" e "St. Louis Blues".

Entre os sucessos da dupla Reinhardt-Grappelli, estão "Djangology", "Minor Swing", “Bricktop", "Swing 39" e o hit internacional, "Nuages". Os críticos ignoraram o trabalho na época, mas agora os consideram clássicos. Muitos americanos que vieram para a Europa tocar com Reinhardt que se vestia como um príncipe cigano para lhe dar um ar de distinção.

Reinhardt se tornou rapidamente o jazzista mais importante da Europa, um fato que agitou muitos músicos americanos. Reinhardt tocou com o Quinteto até 1939, quando Grappelli se mudou para Londres para escapar da Segunda Guerra Mundial. Reinhardt viajou ao redor da Europa e África para fugir dos alemães, tocou em grandes bandas e formou um quinteto novo com o clarinetista Hubert Rostaing; Ele também compôs trabalhos sinfônicos e fez a trilha sonora para um filme de 1946, “Le Village De La Colere”.

Reinhardt fez um tour pelos Estados Unidos com Ellington em 1946, onde ele tocou com um violão amplificado pela primeira vez. Reinhardt voltou para a Europa desiludido com os Estados Unidos, e mudou o seu interesse para o bebop. Ele passou os anos restantes em Samois, França, tocando guitarra, viajando e gravando com um quinteto novo, que às vezes tinha a presença de Grappelli.

Reinhardt será lembrado por desenvolver uma voz de solo sem igual, forjada em raízes ciganas, contendo uma desenvoltura melódica combinada a um talento romântico. Reinhardt morreu de infarto no dia 16 de maio de 1953 em Fontainebleau, França.

1999 | DJANGO REINHARDT
Essential Masters of Jazz


01. Minor Swing
02. Saint-Louis Blues
03. Djangology
04. I'll See You In My Dreams
05. Swing Guitars
06. Bouncin' Around
07. Mystery Pacific
08. Sweet Chorus
09. Daphne
10. You Rascal You
11. Honeysuckle Rose
12. Nocturne
13. Sweet Georgia Brown
14. Charleston
15. Souvenirs
16. Viper's Dream
17. Nuages
18. Swing 39
19. Appel Indirect
20. Improvisation

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lester Young

O saxofonista tenor Lester Young ganhou notoriedade na primeira banda de Count Basie no final da década de 30, mostrando ao mundo do jazz algo ainda não imaginado: nem todos os tenores tocavam como Coleman Hawkins; e além do mais, apresentando uma nova forma de tocar swing. Utilizando a mesma base harmônica e rítmica de seus contemporâneos, Young introduzia um novo som e um sentido de tempo e movimento mais cool, criando uma alternativa de tocar que influenciaria toda uma geração de metais.

Young nasceu a 27 de agosto de 1909, em Woodville, Mississipi, e passou seus primeiros anos em torno de New Orleans. Pertencia a uma família musical por profissão e excursionava pelo sul com a banda familiar liderada pelo seu pai, Willis Young. Quando tinha 13 anos, Young já tocava violino, trompete e bateria quando se decidiu pelo saxofone. Entre 1927 e 1935 ele tocou em muitos grupos regionais, mas por breves períodos, inclusive nas bandas de King Oliver e Fletcher Henderson, onde provou que não poderia tocar como Hawkins.

Kansas City se tornou seu lar, e lá trabalhava na banda de Bennie Moten quando teve seu encontro com Basie. Em Chicago esses dois gênios ao gravarem "Lady Be Good" com um pequeno grupo, formaram uma parceria que iria durar anos e render frutos generosos para a história do jazz. O coração de Young está presente em todos os primeiros trabalhos feitos com a banda de Basie para a Decca e a Columbia.

Quando a guerra acabou,Young começou sua carreira de freelancer e continuaria com ela atá a sua morte. Ele participou de várias excursões do “Jazz At The Philharmonic” e gravando primeiro para a Aladdan e Savoy, depois para a Clef e Verve, que são os selos de Norman Granz, que foi o produtor da maioria de seus trabalhos finais. O melhor dele está em “Pres And Teddy” e “Jazz Giants 56”, ambos de janeiro de 1956.

A sua obra do pós-guerra é avaliada de uma forma muito controversa. Muitos consideram que seu estilo de fraseados curtos não foi revitalizado; outros consideram que esses são os anos do declínio, onde sua música foi alterada devido ao alcoolismo, drogas e à sua problemática vida emocional. Young faleceu em 15 de março de 1959, em New York, logo após de voltar de Paris, onde tinha gravado seu último álbum (Lester Young in Paris, Verve).

1999 | LESTER YOUNG
Essential Masters of Jazz

01. Lester Leaps In
02. Taxi War Dance
03. Blue Lester
04. Shoe Shine Swing
05. I'll Never Be the Same
06. Texas Shuffle
07. You Can Depend on Me
08. Body and Soul
09. I Got Rhythm
10. Jive at Five
11. Ghost of a Chance
12. Lester Leaps Again
13. Dark Rapture
14. Countless Blues
15. Sometimes I'm Happy
16. Destination K.C.
17. These Foolish Things
18. Oh, Lady Be Good
19. D.B. Blues
20. Back to the Land

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Louis Armstrong


Texto: Clube de Jazz

"Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo."

Um dos mais importantes músicos do século XX, o pioneiro do jazz, Louis Armstrong, nasceu em New Orleans no dia quatro de julho de 1900. Teve uma infância pobre, quase sempre cantando nas ruas por sobrevivência.

Em 1912 ele foi preso por dar tiros de pistola na festa de ano novo e portanto, conduzido a um reformatório. Apesar do infortúnio, foi nesse instituição que Armstrong aprendeu a tocar corneta e quando saiu do reformatório em 1914 ele começou a tocar nas bandas de jazz.

Como demonstrava talento, acabou nas graças do grande jazzista da época, o seu padrinho King Oliver, tocando em diversas formações, tanto em New Orleans quanto em Chicago.

No início dos anos vinte, Armstrong depois de gravar com Oliver seus primeiros discos, mudou para New York e lá trabalhou na orquestra de Fletcher Henderson. Durante esse período, Amstrong uma série de clássicos, tanto com os grupos de Henderson quanto com cantores de jazz e blues.

Através da interferência de sua mulher, a pianista Lil Hardin, Louis formou seus famosos Hot Five e Hot Seven, e durante essa época foi apelidado de "Satchmo" – abreviação de "Satchel Mouth" – devido às grande volume das bochechas obtido quando tocava trompete.

Em 1927 Armstrong trocou a corneta pelo trompete e nesse mesmo ano ele popularizou o estilo "scat" cantando "Heebies Jeebies". Com o passar do tempo, a popularidade de Armstrong cresceu muito, como seu estilo único de suingar, com sua voz grave dominando as ondas do rádio, tudo isso fazendo dele o músico de jazz mais famoso de sua época.

Em meados dos anos trinta ele fez sua primeira excursão na Europa, entre as inúmeras que realizou para difundir a cultura americana através de uma música única e vibrante. O estilo de tocar e cantar de Armstrong se tornou uma grande referência tanto para músicos quanto para cantores, como Bing Crosby e Ella Fitzgerald.

Seus poderosos solos transformaram o jazz de conjuntos que tocavam a música uniformemente para outras formações centradas nos solos e improvisos. Desafortunadamente, na metade dos anos 40, o jazz passou a ser comandado pelo bebop tornando o estilo de Armstrong ultrapassado, deixando de ser uma referência para os novos músicos.

Armstrong fundou um sextet denominado de All-Stars, um conjunto que se baseava nos estilos New Orleans e swing, grupo esse que tinha sempre a sua presença cativante e bem humorada. Continuou a excursionar com o seu grupo, como embaixador do jazz, até a sua morte ocorrida no dia seis de julho de 1971.

1999 | LOUIS ARMSTRONG
Essential Masters Of Jazz


01. West End Blues
02. Dinah
03. When It's Sleepy Time Down South
04. Weather Bird
05. Nobody Knows The Trouble I've Seen
06. Cornet Shop Suey
07. Solitude
08. When The Saints Go Marching In
09. I Can't Give You Anything But Love
10. Tight Like This
11. Lazy River
12. Willie The Weeper
13. Dear Old Southland
14. Swing That Music
15. I Wonder
16. St Louis Blues
17. Basin Street Blues
18. Stardust
19. Where The Blues Were Born In New Orleans
20. What Did I Do To Be So Black And Blue

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domingo, 1 de março de 2015

Duke Ellington & Louis Armstrong



O compositor e bandleader Ellington conduziu um das orquestras mais notáveis e autodefinidas do jazz durante 50 anos. Não só manteve uma visão musical consistente onde pode desenvolver o seu trabalho como um compositor, mas se sustentou durante décadas com um núcleo leal de solistas que construiram suas próprias marcas na história do jazz.

Dentro do contexto de direção de uma banda, Ellington se tornou figura única no mundo do jazz ao produzir um songbook da canção popular americana comparável em amplitude e profundidade ao que foi gerado por Gershwin, Rodgers, Berlim e Arlen.

Canções como "Mood Indigo", "Solitude", "In A Sentimental Mood", "Don't Get Around Much Anymore" e muitos outros foram executados amplamente e se tornaram standards americanos.

Ellington nasceu em 29 de abril de 1899, e cresceu em um ambiente de classe-média em Washington, D.C. Ele começou a tocar piano com sete anos nos estilos de ragtime e stride. Ele veio para New York com os Washingtonians, e logo assumiu liderança quando Snowden partiu.

Ellington ficou com um grupo de instrumentistas que permaneceriam com ele durante anos e o seguiriam até o topo: Sonny Greer, Otto Hardwick, Arthur Whetsol e Fred Guy. Antes do final dos anos vinte, entraram para o grupo: Harry Carney, Johnny Hodges e Cootie Williams, cada um permanecendo com Ellington até nos anos sessenta.

Os anos de formação da banda de Ellington cobrem de 1924 até 1935. Na seção rítmica a tuba e o banjo foram substituídos pelo baixo e violão e Lawrence Brown trouxe um som único para o trombone. O período também rendeu uma combinação de sucessos para Ellington, como "Rockin'In Rhythm", "Black And Tan Fantasy", "Creole Love Call, que permaneceriam no seu repertório até o fim.

O período de maturidade começa em meados dos anos trinta e atinge o auge no período de 1940-45. As presenças de Jimmy Blanton no baixo e de Ben Webster no sax-alto foram fundamentais na construção de "Ko Ko", "Concerto For Cootie", "Jack The Bear", "Cotton Tail", "Harlem Airshaft" e "Take The A Train", todas gravadas pela RCA.

Este período de intensa criatividade estende até sua composição mais ambiciosa de Ellington, o épico "Black, Brown And Beige", concebido em 1943. Depois da guerra, seu som sobreviveu, mas a intensidade compositional caiu muito até o final da década, Ellington perdeu muito das suas distintas vozes.

O período moderno, ou a Era de Newport começa em 1951 quando Sonny Greer foi substituído por Louis Bellson e a banda ganhou uma nova agilidade rítmica. Bellson ficou durante aproximadamente três anos, no final sendo substituído por Sam Woodyard.

Mas a flutuação rítmica da banda sempre era fixa com um rasto moderno e melhorias sutis inspiradas em sua musicabilidade. Quando Johnny Hodges voltou depois de uma ausência de cinco anos, Ellington sentiu-se revigorado e pronto para seguir adiante.

O desempenho histórico de "Diminuendo And Crescendo In Blue" no Newport Jazz Festival de 1956 abriu uma era nova de prosperidade para Ellington que reavivou a composição e produziu uma sucessão de trabalhos estimulantes, de "Such Sweet Thunder" (1957) para "The Far East Suite" (1966).

Durante os anos finais da banda, início de 60 até 1974, a morte cortou fora o que tinha parecia ser imutável. Duke Ellington morreu de câncer no dia 24 de maio de 1974, mas a banda continuou de forma irregular, sob a direção de seu filho Mercer Ellington.

Texto: Clube de Jazz

1961 | LOUIS ARMSTRONG & DUKE ELLINGTON
The Great Summit | The Master Takes

01 | Duke’s Place
02 | I’m Just a Lucky So and So
03 | Cottontail
04 | Mood Indigo
05 | Do Nothin’ Till You Hear from Me
06 | Beautiful American
07 | Black and Tan Fantasy
08 | Drop Me off in Harlem
09 | Mooche
10 | In a Mellow Tone
11 | It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got…
12 | Solitude
13 | Don’t Get Around Much Anymore
14 | I’m Beginning to See the Light
15 | Just Squeeze Me
16 | I Got It Bad (And That Ain’t Good)
17 | Azalea

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Duke Ellington


O compositor e bandleader Ellington conduziu um das orquestras mais notáveis e autodefinidas do jazz durante 50 anos. Não só manteve uma visão musical consistente onde pode desenvolver o seu trabalho como um compositor, mas se sustentou durante décadas com um núcleo leal de solistas que construiram suas próprias marcas na história do jazz.

Dentro do contexto de direção de uma banda, Ellington se tornou figura única no mundo do jazz ao produzir um songbook da canção popular americana comparável em amplitude e profundidade ao que foi gerado por Gershwin, Rodgers, Berlim e Arlen.

Canções como "Mood Indigo", "Solitude", "In A Sentimental Mood", "Don't Get Around Much Anymore" e muitos outros foram executados amplamente e se tornaram standards americanos.

Ellington nasceu em 29 de abril de 1899, e cresceu em um ambiente de classe-média em Washington, D.C. Ele começou a tocar piano com sete anos nos estilos de ragtime e stride. Ele veio para New York com os Washingtonians, e logo assumiu liderança quando Snowden partiu.

Ellington ficou com um grupo de instrumentistas que permaneceriam com ele durante anos e o seguiriam até o topo: Sonny Greer, Otto Hardwick, Arthur Whetsol e Fred Guy. Antes do final dos anos vinte, entraram para o grupo: Harry Carney, Johnny Hodges e Cootie Williams, cada um permanecendo com Ellington até nos anos sessenta.

Os anos de formação da banda de Ellington cobrem de 1924 até 1935. Na seção rítmica a tuba e o banjo foram substituídos pelo baixo e violão e Lawrence Brown trouxe um som único para o trombone. O período também rendeu uma combinação de sucessos para Ellington, como "Rockin'In Rhythm", "Black And Tan Fantasy", "Creole Love Call, que permaneceriam no seu repertório até o fim.

O período de maturidade começa em meados dos anos trinta e atinge o auge no período de 1940-45. As presenças de Jimmy Blanton no baixo e de Ben Webster no sax-alto foram fundamentais na construção de "Ko Ko", "Concerto For Cootie", "Jack The Bear", "Cotton Tail", "Harlem Airshaft" e "Take The A Train", todas gravadas pela RCA.

Este período de intensa criatividade estende até sua composição mais ambiciosa de Ellington, o épico "Black, Brown And Beige", concebido em 1943. Depois da guerra, seu som sobreviveu, mas a intensidade compositional caiu muito até o final da década, Ellington perdeu muito das suas distintas vozes.

O período moderno, ou a Era de Newport começa em 1951 quando Sonny Greer foi substituído por Louis Bellson e a banda ganhou uma nova agilidade rítmica. Bellson ficou durante aproximadamente três anos, no final sendo substituído por Sam Woodyard.

Mas a flutuação rítmica da banda sempre era fixa com um rasto moderno e melhorias sutis inspiradas em sua musicabilidade. Quando Johnny Hodges voltou depois de uma ausência de cinco anos, Ellington sentiu-se revigorado e pronto para seguir adiante.

O desempenho histórico de "Diminuendo And Crescendo In Blue" no Newport Jazz Festival de 1956 abriu uma era nova de prosperidade para Ellington que reavivou a composição e produziu uma sucessão de trabalhos estimulantes, de "Such Sweet Thunder" (1957) para "The Far East Suite" (1966).

Durante os anos finais da banda, início de 60 até 1974, a morte cortou fora o que tinha parecia ser imutável. Duke Ellington morreu de câncer no dia 24 de maio de 1974, mas a banda continuou de forma irregular, sob a direção de seu filho Mercer Ellington.

Por: Clube de Jazz

2001 | CONCERT OF SACRED MUSIC (1965)

01. In The Beginning God
02. Tell Me It's The Truth
03. Come Sunday
04. The Lord's Prayer
05. Come Sunday
06. Will You Be There - Ain't But The One
07. New World A-Coming
08. David Danced Before The Lord With All His Might

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Gershwin, Ella & Louis

ELLA FITZGERALD

Ella Fitzgerald nasceu a 25 de abril de 1917 em Newport News, Virginia. Vivendo dentro de uma família pobre, Fitzgerald foi uma sem-teto durante algum tempo antes de se lançar na carreira profissional em 1934, com sua vitória numa competição amadora no Apolo Theater.

Contratada pelo baterista e líder de banda Chick Webb, Fitzgerald se tornou a parte mais importante da orquestra de Webb com a magnífica interpretação de "A-Tisket, A-Tasket" entre outros sucessos. Quando Webb morreu em 1939 Fitzgerald assumiu liderança da sua banda durante os próximos dois anos.

Em 1941 ela começou uma carreira de solo, ao mesmo tempo em que se tornava uma das vocalistas mais populares dos anos quarenta graças a uma série de standards lançados pela gravadora Decca.

No final dos anos 40 Fitzgerald começou a deixar o swing e o popular para voltar às raízes do jazz adotando o bop, muito em voga na época. Ela começou a utilizar o scat singing, estilo de canto popularizado por Louis Armstrong, o que aumentou sua credibilidade no cenário de jazz.

No final de 50 Fitzgerald começou a gravar Para a Verve várias séries de álbuns dedicados às canções de artistas como George Gershwin, Cole Porter, Jerome Kern e Duke Ellington.

Fitzgerald entava em seu período "clássico", sendo melhor conhecida do que já era. Para o fim da década de 60 ela adotou material popular mais contemporâneo, seguindo para a Pablo de Norman Granz onde ela se voltaria mais uma vez para o jazz.

Na década de 80 Fitzgerald estava sofrendo de problemas de saúde e com declínio vocal ela deixou de gravar em 1989, vindo a falecer em 14 de junho de 1996.

GEORGE GERSHWIN

Nascido no Brooklyn, Nova York, com o nome de Jacob Gershowitz, filho de pais imigrantes judeus, oriundos da Rússia, aos 15 anos George já era um talentoso pianista e deixou o colégio para trabalhar como sonoplasta no New YorkŽs Tin Pan Alley (onde se encontravam os mais importantes editores de música).

George compôs a maioria das suas obras em parceria com o seu irmão Ira Gershwin. Entre 1920 e 1924, escreveram canções para as revistas de teatro e conheceram Paul Whiteman, que contratou George para escrever uma peça de jazz para um concerto. O resultado foi "Rapsody in Blue".

Depois fez outros trabalhos voltados para o clássico, como "Um americano em Paris" (1928) e "Segunda Rapsódia" (1931). Com seu irmão Ira, compôs os musicais "Lady Be Good" (1924), "Strike Up The Band" (1927), "Girl Crazy" (1930) e "Of Thee I Sing" (1931), a primeira comédia musical a ganhar o prêmio Pulitzer.

Gershwin compôs para a Broadway e para o teatro de concerto clássico e a sua música reúne elementos destes distintos universos. Conheceu igualmente o sucesso na autoria de canções populares. Entre as suas composições, muitas foram para o cinema e algumas se tornaram clássicos do jazz, em particular as gravadas por Ella Fitzgerald, com Louis Armstrong.

Uma das ambições de Gershwin era a criação de uma ópera, e a realizou com "Porgy and Bess", em 1935, baseada num livro de DuBose Hayward, com letras do próprio autor e de Ira Gershwin.

1998 | ELLA FITZGERALD & LOUIS ARMSTRONG
Our Love Is Here To Stay: Ella & Louis Sing Gershwin

01 | I Got Plenty O' Nuttin'
02 | He Loves And She Loves
03 | A Woman Is A Sometime Thing
04 | They Can't Take That Away From Me
05 | Let's Call The Whole Thing Off
06 | Strike Up The Band
07 | Things Are Looking Up
08 | They All Laughed
09 | A Foggy Day
10 | How Long Has This Been Going On?
11 | Summertime
12 | Love Is Here To Stay
13 | There's A Boat Dat's Leavin' Soon For New York
14 | 'S Wonderful
15 | I Was Doing All Right
16 | Oh, Lady Be Good

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