A Horse With No Name

cavalo

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Arzachel


Entre 1966 a 1969, o movimento psicodélico vivia seu período áureo e diversos músicos aproveitavam a efervescência cultural da época para criarem projetos audaciosos e irreverentes que se tornaram ao longo do tempo obras relevantes e originais. Um nome que se destacou neste período foi o de Steve Hillage, que fez história com o Gong anos depois, mas que já em 1969 montou o Arzachel ao lado de Dave Stewart.

Surgido das cinzas do grupo Uriel, o Arzachel lançou seu primeiro álbum em 1969, um disco de rock progressivo com pitadas psicodélicas muito bem executadas. Todos os integrantes da banda usaram codinome para a gravação. Simon Sasparella e Steve Hillage (guitarra e vocais); Njerogi Gategaka e Mont Campbell (baixo e voz); Basil Dowling e Clive Brooks (bateria); Sam Lee-Uff é Dave Stewart (orgão).

“Arzachel” é um disco muito climático, francamente progressivo com destaque para o orgão de Sam Lee-Uff. Começa com “Garden of Earthly Delights”, uma canção típica do período psicodélico. Influências marcantes de Move e do Pink Floyd fase Sid Barret junto a uma boa dose de criatividade e talento fazem com que o álbum se destaque entre os grandes da época.


“Azathoth”, a segunda música, tem uma introdução próxima da musica clássica. Um órgão que se espalha de forma bastante interessante pela canção seguido de uma melodia quase bíblica mostra a versatilidade do Arzachel. Muito provavelmente idéias musicais de Hillage, aqui disfarçado de Simeon Sasparella. “Queen St. Gang”, a terceira faixa, é um bonito número instrumental caracterizado por uma melodia bem gostosa, principalmente pelo acompanhamento do orgão. O lado A do vinil ainda traz “Leg”, um poderoso do blues executado com levada pesada e totalmente psicodélica.

O lado B é ótimo, apenas duas canções de tirar o fôlego, onde os caras simplesmente detonam. Os dez minutos de “Clean Innocent Fun” exibem toda a força musical e criativa do quarteto. Psicodelismo, hard rock e progressivo se misturam numa introdução simplesmente fantástica. O trabalho das guitarras já mostra o quão bom era Steve Hillage, que faria muito sucesso nos anos seguintes com seus projetos paralelos.

Com 16 minutos de duração, “Metempsychosis”, a sexta é última música, lembra bastante algumas passagens de “Interestelar Overdrive”, canção do primeiro álbum do Pink Floyd, e fecha o único disco do Arzachel. Steve Hillage e Dave Stewart se juntariam mais tarde na banda Khan e gravariam ainda mais um excepcional disco de progressivo na década de 1970.

“Arzachel” foi relançando em 2002 pela Akarma Records. Um detalhe curioso pode ser encontrado no encarte, que além da apresentação de cada músico da banda, traz informações, como por exemplo, sobre o time que o baterista torce (no caso, Totthemham), crenças sobre como a musica pode influenciar no desempenho sexual ou ainda falar sobre as qualidades pessoais de cada um dos instrumentistas. Definitivamente, um rock raro.

Por: Wagner Xavier

1969 | ARZACHEL

01 | Garden of Earthly Delights
02 | Azathoth
03 | Queen St | Gang
04 | Leg
05 | Clean Innocent Fun
06 | Metempsychosis


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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

André Christovam

André Christovam ser considerado o principal artista de blues do Brasil é uma possibilidade a ser discutida, mas ele foi sem dúvida o primeiro. É acima de tudo um músico exemplar que traz na bagagem mais de 29 anos de estrada. Um estudioso da história e um profundo conhecedor dessa linguagem musical. Uma vida de muita dedicação à guitarra e a experiência de ter divido o palco com algumas das maiores lendas da música popular no século vinte.

André descobre o músico dentro dele quando ouve no Natal de 1972 a canção Sunshine of Your Love do grupo inglês Cream e inicia um romance com a guitarra através do violão erudito poucos dias depois essa experiência. Seu momento de definição ocorre em 1974, quando ganha uma aposta que fez com o fotógrafo Sérgio Amaral em uma partida de futebol de botões. O pagamento foi o disco "The London Howlin' Wolf Session", que tinha a participação dos guitarristas Eric Clapton e Hubert Sumlin. Um disco tão especial que acabaria sendo a maior influência em sua decisão de seguir o caminho do blues.

No início do ano de 1976 inicia com Nelson Brito e Paulo Zinner o Fickle Pickle, um trio com um som pesado, mas com um interessante tempero bluseiro. GIT

Percorre com esse time todas as agruras que os músicos noviços precisam percorrer: centenas de horas de ensaio e depois noites e mais noites tocando em todos os espaços imagináveis da cidade de São Paulo muitas vezes a troco de nada!

Com doze anos de carreira musical e uma longa temporada de estudos no Guitar Institute of Technology na Califórnia seguida de uma outra mais curta com o Fickle Pickle pela Europa, além de uma bem sucedida carreira como “sideman” após ter gravado e excursionado com Kid Vinil e Os Heróis do Brasil, Rita Lee & Roberto de Carvalho, Raul Seixas e Marcelo Nova, André começa a gravar no final de 1988 o álbum "Mandinga", seu primeiro disco pelo selo Eldorado. Um trabalho que pelo ineditismo de ter todas as suas letras em português, torna-se um marco da discografia do blues nacional.

O lançamento e o início da tour brasileira foram em maio do ano seguinte. O palco de estréia foi o do Festival Internacional de Blues de Ribeirão Preto, um evento inesquecível que pela primeira vez trazia ao país a nata do Blues mundial, entre eles Albert Collins, guitarrista Texano que foi uma de suas maiores influências principalmente após a experiência de ter sido seu roadie, durante sua estada nos Estados Unidos. Sucesso instantâneo? Sabemos que essas coisas nem sempre acontecem... Mas as portas começariam a se abrir... E como de costume a primeira oportunidade apareceu por meio de um convite do mesmo Albert Collins para que André seguisse com ele rumo ao Texas para tocar no "Benson & Hedges Blues Festival", em Dallas, sendo assistido por mais de 12 mil pessoas. Esse evento foi uma autêntica congregação de estrelas que trouxe ao mesmo palco numa única noite além de Albert Collins, John Lee Hooker, Etta James, The Fabulous Thunderbirds e B.B. King. E a boa repercussão de sua passagem pelo Texas lhe proporcionou a participação na quarta edição do Free Jazz Festival, ao lado de John Lee Hooker e John Mayall no Rio de Janeiro.

Coninue lendo em: andrechristovam.com.br

1989 | MANDINGA

01 | Sebo Nas Canelas
02 | Confortável
03 | Duvido (Mas Tô Tentando)
04 | Blind Dog
05 | Mandinga
06 | So Long Boemia
07 | Genuíno Pedaço Do Cristo
08 | Dados Chumbados
09 | Palhaço De Gesso

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1990 | A TOUCH OF GLASS

01 | Wolf & Sheep
02 | Leave My Money Alone
03 | Santa Cecília
04 | The Stumble -
05 | Love Jar Blues
06 | Edo
07 | Flag Pole
08 | Tintagel
09 | One Kind Favor
10 | Oh! Captain My Captain
11 | Brown Candles
12 | Oh! Captain My Captain (Reprise)

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

The Beach Boys


Shut Down Volume 2 é o quinto álbum de estúdio da banda de rock americana The Beach Boys, e o primeiro dos quatro que a banda lançaria em 1964. O volume "2" do álbum refere-se à compilação de hot rod, Shut Down, lançada pelo selo da banda, Capitol Records em 1963. O disco incluía "409" e "Shut Down", mas não era um álbum do The Beach Boys.

Gravado quando a "Beatlemania" estava começando a chegar ao território americano (e em breve afetar profundamente o líder Brian Wilson), Shut Down Volume 2 foi feito para consolidar a posição da banda como a maior banda na América. Em vez disso, a invasão do The Beatles foi tão avassaladora que o álbum atingiu # 13 nos Estados Unidos (embora, eventualmente, tenha ganhado disco de ouro).

Parte da culpa pelo fato do álbum não ter chegado ao "Top 10" deveu-se possivelmente ao fato dele possuir algumas faixas bem fracas, algumas delas sendo consideradas, por comum acordo, puro "enchimento". A adição da homorística "Cassius" Love Vs. "Sonny" Wilson" (uma "luta" entre Brian e Mike) serve para ilustrar a necessidade de encher o álbum.

No entanto, os pontos altos do Shut Down Volume 2 estão, indiscutivelmente, entre os mais fortes momentos da banda até agora: "Fun Fun, Fun", "Don't Worry Baby" (resposta de Brian a sua música predileta "Be My Baby", de Phil Spector, gravada por The Ronettes)," The Warmth of the Sun" (escrita em apenas algumas horas depois assassinato de JFK) e um cover de Frankie Lymon, Why Do Fools Fall In Love ". "Pom, Pom Play Girl" apresenta Carl Wilson em seu primeiro vocal principal numa canção dos Beach Boys.

Shut Down Volume 2 foi comercializado como "hot rod" após o sucesso do antecessor Little Deuce Coupe, mas os Beach Boys não foram capazes de manter o tema da forma consistente com que conseguiram anteriormente, sinalizando que Brian Wilson e Mike Love já estavam esgotando o repertório de canções sobre automóveis e teriam que mudar de marcha em breve.

A fotografia da capa, tirada pelo fotógrafo da Capitol George Jerman, mostra a banda (agora com Al Jardine fazendo sua estréia) posando ao lado de uma seleção de carros - nomeadamente, Corvette Sting Ray possuído por Dennis Wilson e Pontiac Grand Prix, de propriedade por Carl.

Texto | Wikipédia

1964 | SHUT DOWN VOLUME 2

01 | Fun, Fun, Fun
02 | Pom Pom Play Girl
03 | This Car Of Mine
04 | In The Parkin' Lot
05 | Cassius Love Vs. Sonny Wilson
06 | Shut Down, Part II
07 | Why Do Fools Fall In Love
08 | The Warmth Of The Sun
09 | Don't Worry Baby
10 | Denny's Drums
11 | Keep An Eye On Sum­mer
12 | Louie Louie

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

The Many Faces of Pink Folyd | A Journey Through The Inner World of Pink Floyd


THE MANY FACES OF PINK FOLYD
A Journey Through The Inner World Of Pink Floyd


CD1 | THE DARK SIDE OF THE MOON REVISITED

Speak To Me / Breathe | Adrian Belew (King Crimson) & Alan White (Yes)
On The Run | Larry Fast (Peter Gabriel) & Alan White (Yes)
Time | Robbie Krieger (The Doors) & Garry Green (Gentle Giant)
The Great Gig In The Sky | Rick Wakeman (Yes) & Steve Howe (Yes)
Money | Edgar Winter, Bill Bruford (King Crimson) & Tony Levin (King Crimson)
Us And Them | Dweezuk Zappa & John Wetton (King Crimson)
Any Colour You Like | Robben Ford, Steve Porcaro (Toto) & Aynsley Dunbar (Frank Zappa)
Brain Damage | Geoff Downes (Asia) & Robbie Krieger (The Doors)
Eclipse | Peter Banks (Yes), Tony Kaye (Yes) & John Wetton (Asia)

CD2 | THE WALL AND OTHER CLASSICS

In The Flesh? | Adrian Belew (King Crimson) & Keith Emerson (Elp)
The Thin Ice | Ian Anderson (Jethro Tull)
Another Brick In The Wall (Part 1) | Steve Morse (Deep Purple)
Another Brick In The Wall (Part 2) | Fee Waybill (The Tubes)
Mother | John Wetton (King Crimson/asia)
Goodbye Blue Sky | Steve Howe (Yes/asia)
Young Lust | Glenn Hughes (Deep Purple) & Elliot Easton (The Cars)
Hey You | Tommy Shaw (Styx) & Steve Lukater (Toto)
Comfortably Numb | Chris Squire (Yes) & Alan White (Yes/john Lennon)
Run Like Hell | Dweezil Zappa & Keith Emerson (Elp)
Shine On You, Crazy Diamond | Steve Lukater (Toto)
Welcome To The Machine | Derek Sherinian (Dream Theater)
Set The Controls To The Heart Of The Sun | Psychic Tv
Careful With That Axe, Eugene | Nik Turner (Hawkwind)

CD3 | ROOTS, VERSIONS AND RELATIVES

Good Question | Snowy White
Celestine | Banco De Gaia Feat Dick Parry
Love For Living | Clare Torry
See Emily Play | The Chemistry Set
Birds Of Paradise | Snowy White
Arnold Layne | Ss-20
The Music Attracts Me | Clare Torry
Who Was It? | Hurricane Smith
Oh Babe, What Would You Say? | Hurricane Smith
Year Of The Cat | Al Stewart
Scream Thy Last Scream | The Green Telescope
The Boll Weevil | Pink Anderson
Runaway Man Blues | Floyd Council

Pink Floyd Interview | Norman “Hurricane” Smith Talks About His Recording Sessions With Pink Floyd

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Pt. I | Pt. II | Pt. III

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

The O'Jays | Collection 1969-2013

The O’Jays foram um grupo representante do chamado “soul da Filadélfia” (Philadelphia soul) nos anos 70, originalmente composta por Walter Williams, Bill Isles, Bobby Massey, William Powell e Eddie Levert. Eles formaram a banda na cidade de Canton, Ohio em 1958 na época em que cursavam o ensino médio.

Originalmente conhecidos como The Triumphs, posteriormente mudando o nome para The Mascots, a primeira gravação do grupo foi Miraclesem 1961, que teve um pequeno sucesso na região de Cleveland. O nome “The O’Jays” é um tributo ao disc-jóquei Eddie O’Jay.

O grupo – que atualmente é um quarteto, após a saída de Isles – teve como primeiro grande sucesso a música I’ll Be Sweeter Tomorrow (Than I Was Today). Apesar do sucesso, cogitaram deixar a música, até que os famosos produtores Kenneth Gamble e Leon Huff tiveram interesse por eles. Com Gamble e Huff, os O’Jays emergiram como pioneiros do Philadelphia soul com as músicas Back Stabbers e Love Train, em 1972. Durante o resto da década, continuaram a lançar músicas que alcançaram os primeiros lugares, incluindo For the Love of Money, Let Me Make Love to You, Give the People What They Want, e o sucesso disco’ I Love Music. Powell morreu de câncer em 1977.

Depois da entrada de Sammy Strain, os O’Jays continuaram a gravar, porém com sucesso muito limitado. Em 1978 tiveram algum êxito com Use Ta Be My Girl, e também nas paradas de R&B em 1987, com a música Lovin’ You.

A canção For The Love of Money ficou conhecida como tema de abertura do reality show The Apprentice (O Aprendiz), tanto em sua versão americana, comandada pelo empresário Donald Trump, quanto em várias versões internacionais, especialmente a versão brasileira, comandada pelo publicitário Roberto Justus (entre 2004 e 2009) e pelo empresário João Dória Júnior (a partir de 2010).

THE O'JAYS COLLECTION

1969 | The O'Jays in Philadelphia | Remastered 2013
1972 | Back Stabbers | Reissue 2013
1973 | Ship Ahoy | Expanded & Remastered 2013
1973 | Live in London | Remastered 1999
1975 | Family Reunion | Reissue 1988
1975 | Survival
1976 | Message in the Music | Reissue 1998
1977 | Collectors' Items
1977 | Travelin' at the Speed of Thought | Reissue 1998
1979 | Identify Yourself | Reissue 1993
1979 | So Full of Love
1980 | The Year 2000 | Reissue 1999
1982 | My Favorite Person | Reissue 1999
1983 | When Will I See You Again
1984 | Greatest Hits
1984 | Love And More
1985 | Love Fever | Reissue 1992
1987 | Let Me Touch You | Reissue 2006
1989 | Serious
1991 | Emotionally Yours
1994 | Love Train: The Best Of The O'Jays
1997 | Love You To Tears
1998 | The Very Best Of (1972-84)
2001 | The Ultimate O'Jays
2001 | For the Love...
2003 | Anthology
2004 | Imagination
2008 | Playlist: The Very Best of the O'Jays
2008 | The Essential O'Jays

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Aniversário 9 anos | Blog Lágrima Psicodélica



:: TARANTINO EXPERIENCE ::

Urge Overkill | Girl, You'll Be a Woman Soon
The Hurricanes | Out of Limits
Geater Davis | Sad Shades of Blue
Joe Cocker | Woman to Woman
Billie Jo Spears | Fever
Chris Farlowe | Paint It Black
Screaming Lord Sutch | Murder in the Graveyard
Duane Eddy | Rebel Rouser
Dick Dale and His Del-Tones | Misirlou
Classics IV | Spooky

The Meters | Look-Ka-Py-Py
Wilson Pickett | Something You Got
The Grass Roots | Midnight Confessions
John Fred & His Playboy Band | Judy in Disguise
Richard Twang & His Cadillacs | Apache
Al Green | Let's Stay Together
Clarence Carter | Backstabbers
The Surfaris | Wipe Out
The Kingsmen | Louie Louie
John Lee Hooker | Boom Boom

Cowboy Junkies | Sweet Jane
Duane Eddy | Cannonball
The Clovers | Love Potion N° 9
Eddie Hoidges | I'm Gonna Knock On Your Door
Lynn Anderson | Stand By Your Man
Howlin' Wolf | Somedody In My Home
Joe Tex | I Gotcha
Billy Preston | Billy's Bag
Aaron Neville | Hercules
Richard Berry | Doin'it

The Ventures | Walk Don'r Run
Guy Mitchell | Singing The Blues
The Meteors | Johnny Remember Me
Louis Jordan | Choo Choo Ch'boogie
Fuzztones | Ward 81
The Surf Coronados | Pipeline
The Polecats | John, I'm Only Dancing
Wanda Jackson | Mystery Train
The Ladybug Transistor | Always on the Telephone
Santa Esmeralda | Don't Let Me Be Misunderstood

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Baixe a coleção completa no post do mano Cacá | AQUI

Buddy Guy & Junior Wells


Em 1965, Eric Clapton era Deus na Inglaterra, tocando guitarra no Yardbirds. Naquele ano, assistindo a um show do guitarrista Buddy Guy, ele teve a ideia de criar um trio de blues pesado. Formou então o Cream, precursor da cena hard rock e heavy metal das décadas seguintes. “Buddy Guy foi para mim o que Elvis foi para os outros’’, disse certa vez.

Em 1970, Clapton entrou em um estúdio na Flórida para produzir um disco de seu ídolo, que acabara uma longa turnê dividindo o palco com o gaitista Junior Wells, abrindo shows dos Stones. As gravações conturbadas (Clapton brigou com os outros produtores, Tom Dowd e Ahmet Ertegun) geraram um álbum genial, que é lançado agora no Brasil com CD extra.

Quem escuta as poderosas faixas de Buddy Guy & Junior Wells Play the Blues, uma verdadeira cartilha de como se toca o gênero, não imagina o caminho tortuoso até a edição final. Clapton deixou só oito faixas acabadas. Para o lançamento do disco, em 1972, duas canções foram incluídas a partir de uma sessão de gravações de Buddy Guy com a roqueira J. Geils Band. A nova edição do disco traz um belo encarte e mais 13 faixas extraídas do material gravado com Clapton.

Guy e Wells formam a melhor representação do “blues de Chicago’’, uma cena que influenciou gerações de bluesmen e, principalmente, músicos de rock, de Jimmy Page a Jack White.

Junior Wells nasceu em 1934 e morreu em 1998, deixando o som de sua harmônica em mais de 80 álbuns. Ele despontou aos 19 anos, substituindo Little Walter na banda da lenda Muddy Waters. No início dos anos 60, começou a parceria com Buddy Guy. Diz a lenda do blues que os dois teriam dividido o palco em mais de 300 shows. Guy nasceu em 1936 e hoje assiste a shows de rock da garotada sabendo que não existiriam sem sua essencial contribuição na ponte entre rock branco e blues negro.

A guitarra de Guy, lânguida, sensual até, percorre de forma hipnótica as faixas de Buddy Guy & Junior Wells Play the Blues. Ela dá corpo às canções, enquanto a harmônica de Wells incendeia um clima de celebração. Eles dividem os vocais. O tom de Guy é mais grave e se presta melhor às letras típicas do blues: mulheres que atiçam os caras para depois largá-los e muito bourbon para que eles as esqueçam.

Se é possível destacar faixas num disco tão impactante, que sejam My Baby She Left Me (She Left Me a Mule to Ride), em que Wells paga tributo à gravação de 1941 de seu mestre, Sonny Boy Williamson, ou Last Night, com o som arrepiante de Clapton na slide guitar. De vez em quando, algum crítico classifica o álbum como a mais refinada gravação de blues elétrico. É verdade.

Por | LUÍS BISSIGO


Personnel:

Buddy Guy (vocals, guitar)
Junior Wells (vocals, harmonica)
J. Geils (guitar)
Eric Clapton (guitar, bottleneck guitar)
Magic Dick (harmonica)
A.C. Reed (tenor saxophone)
Dr. John, Mike Utley, Seth Justman (piano)
Carl Radle, Leroy Stewart, Danny Klein (bass)
Roosevelt Shaw, Jim Gordon, Stephen Bladd (drums)

1972 | BUDDY GUY & JUNIOR WELLS
PLAY THE BLUES


01. A Man Of Many Words
02. My Baby She Left Me (She Left Me A Mule To Ride)
03. Come On In This House / Have Mercy Baby
04. T-Bone Shuffle
05. Poor Man's Plea
06. Messin' With The Kid
07. This Old fool
08. I Don't Know
09. Bad Bad Whiskey
10. Honeydripper

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