A Horse With No Name

cavalo

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ian Anderson

"...Rupi’s Dance é genialmente simples, ou se preferem, simplesmente genial. O álbum soa como um testemunho da vida cotidiana de Anderson. As musicas soam leves, não como a leveza artificial de uma música comercial, mas uma leveza quase espiritual. As qualidades deste álbum não se apresentam para agradar nossos cérebros “regressivos”.

Desta feita Mr. Anderson não contou em larga escala com o apoio de seu comparsa Andrew Giddings. Contratou um quarteto de cordas húngaro e mais alguns ilustres desconhecidos (ao menos para mim), que fizeram um ótimo trabalho, e como sempre tocou uma penca de instrumentos. A sonoridade de Rupi's Dance não difere muito de Secret Language Of Birds (penúltimo álbum de Ian), mas na opinião deste cúmplice que vos escreve Rupi's esta ainda melhor. As influências de musica celta, renascentistas e de rock estão presentes, mas estão todas diluídas na flauta mágica de Anderson, tornando a sonoridade do álbum original como sempre.

É impossível tornar-se fã de Anderson ouvindo este álbum.(isto é muito claro para os fanáticos). Porém, é muito possível tornar-se um cúmplice de sua simples genialidade. Percebo claramente com “Rupi´s” que a razão do Tull ser uma das minhas bandas favoritas não é somente os grandes arranjos de Passion Play, o peso de Aqualung, ou a precisão de “Thick as a Brick”. Tem algo nas composições de Anderson que transcende isso tudo."

Resenha | Tiago Lucas Garcia

2003 | RUPI'S DANCE

01. Calliandra Shade (The Cappuccino Song)
02. Rupi's Dance
03. Lost in Crowds
04. A Raft of Penguins
05. A Week of Moments
06. A Hand of Thumbs
07. Eurology
08. Old Black Cat
09. Photo Shop
10. Pigeon Flying Over Berlin Zoo
11. Griminelli's Lament
12. Not Ralitsa Vassileva
13. Two Short Planks
14. Birthday Card at Christmas

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tales From The Edge | A Tribute To The Music Of The Yes



2012 | TALES FROM THE EDGE
(A Tribute To The Music Of The Yes)

CD1

01. The Samurai of Prog - Starship Trooper
02. Periplo - To Be Over
03. Aquael - Run Through the Light
04. Zero the Hero - The Fish (Schindleria Praematurus)
05. SETI - Machine Messiah
06. The Opium Cartel - Clear Days
07. Vanilla Project - Heart of the Sunrise
08. Ten Midnight - Tempus Fugit
09. Yessongs - Siberian Kathru
10. B612 - Long Distance Runaround
11. Aurora Lunare - Don't Kill the Whale
12. Greenwall - Onward
13. Yesterdays - White Car

CD2

01. Luca Scherani - Holy Lamb
02. Jay Tausig - Wonderous Stories
03. Raven Sad - Soon
04. Supernal Endgame - Parallels
05. Subterra - Shock to the System
06. Stefano Vicarelli - Mood for a Day
07. Conqueror - Lift Me Up
08. Armalite - Time and a Word
09. Spirits Burning - South Side of the Sky
10. 3r Degree - Going for the One
11. Alessandro Corvaglia featuring Matteo Nahum - And You And I
12. Marco Masoni - Show Me
13. Din Within - Changes






CD 1: DOWNLOAD
CD 2: DOWNLOAD

domingo, 1 de dezembro de 2013

Marvin Gaye


Marvin Gaye era a gema da Motown: carismático, boa-pinta e excelente cantor e compositor (ele é quem criou a genial e contagiante Dancing In The Street, clássico da Martha Reeves And The Vandellas, por exemplo). Não era a toa que ele era chamado de simeplesmente o Príncipe do Soul. No famoso selo de Detroit, ele emplacou dezenas de sucessos memoráveis pelos anos 60 afora, como I Heard It Trough The Grapevine , Hitch Hike, Pride And Joy, Your Precious Love, How Sweet It Is (To Be Loved by You), Ain't That Peculiar.

O auge foi o duo que ele criou com a bela Tammi Terrell: Ain’t No Mountain High se tornaria um dos maiores êxitos de odos os tempos pela Motown. A parceria, no entasnto, terminou de forma patética e trágica. Diagnosticada com tumor no cérebro, Tammi morreria meses depois, com apenas 24 anos. Seu passamento significou o fim do episódio 1 da carreira de Gaye. Arrasado, ele ficou mais de dois anos longe do disco e dos palcos. Ao mesmo tempo, decidiu repensar a vida. Não queria mais cantar músicas românticas. Para ele, o mundo estava de cabeça para baixo, e ele precisava fazer alguma coisa. Escreveu um punhado de canções, que retratavam o seu ponto-de-vista perante problemas na sociedade, como abuso de drogas, racismo, violência policial e a Guerra do Vietnã.

Inicialmente, ele queria gravá-las coma colaboração de Al Cleveland e Renaldo Banson, dos Four Tops. Eles sugeriram que Marvin as gravasse ele mesmo. No fim, teria que tomar uma decisão corajosa e defender com unhas e dentes What's Going On. Não era um álbum de canções pop, mas sim um disco com letras de protesto. Barry Gordy Jr, o todo-poderoso manda-chuva da Motown, não gostou nada da idéia. Achou que era ousadia demais abordar essa temática, ainda mais, num disco da Tamla. Gaye bateu pé: queria gravar What’s Going On, e ponto final. Ambos ficaram num impasse, até que o cantor deu o ultimato ou Gordy, que naturalmente queria um disco na velha fórmula de sucessos da Motown. Ou ele aprovava o projeto ou ele pediria demissão. Gordy, por sua vez, teve que engolir o seu preclaro artista principal. Por mais desastroso que fosse permitir o disco, ele não podia perder Gaye para a concorrência.

Contudo, o que mais chateou o dono da Motown foi o fato de que o disco não tinha, em sua opinião, nenhuma viabilidade comercial e, que diabos, não iria tocar em nenhuma rádio, de jeito nenhum. Todas as músicas eram um ciclo de nove partes, que contam uma história contínua — mais ou menos como no famoso (!) álbum conceitual Watertown, de Frank Sinatra. Nesse caso, por melhor que seja, ele se tornaria o melhor disco do The Voice menos ouvido da história. Gordy achava que se What’s Going On não encalhasse, reria mais por causa de Gaye que das faixas em si.

Para sorte e azar de Gordy, ele se enganou redondamente (não seria a primeira vez: por exemplo, se dependesse do seu aval, Marvin e Tammi jamais teriam gravado a adorável Ain’t No Mountain High) e provou a máxima de que você “não precisa de metereologista para saber qual é a direção do vento” A faixa que dá no me ao álbum, por exemplo, lançda como compacto (contra as ordens de Gordy, novamente) foi o maior sucesso de Marvin desde I Heard It Trough The Grapevine, vendendo quase três milhões de cópias.

1971 WHAT'S GOING ON

01. What's Going On
02. What's Happening Brother
03. Flyin' High (In The Friendly Sky)
04. Save The Children
05. God Is Love
06. Mercy Mercy Me (The Ecology)
07. Right On
08. Wholy Holy
09. Inner City Blues (Make Me Wanna Holler)

Bônus Tracks:
10. God Is Love (B-side)
11. Sad Tomorrows (B-side)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Picassos Falsos

CARNE E OSSO
Texto: Mofo

Os anos 80 foram fundamentais para o rock brasileiro se consolidar. E, além das grandes bandas do período - RPM, Legião Urbana, Titãs - surgiram bandas menos famosas, mas extremamente criativas. Uma delas foi o grupo carioca Picassos Falsos, que foi um dos pioneiros ao tentar adaptar o samba, ou soul e o funk ao rock. A principal figura da banda era o vocalista Humberto Effe, que deixou sua marca nos dois discos lançados no final da década de 80. Uma carreira curta, porém, marcante.

Os Picassos Falsos começaram em 1985, no bairro da Tijuca, mas com outro nome: O Verso. O grupo era formado por Humberto Effe (voz e violão), Gustavo Corsi (guitarra, violão e cavaquinho), Caíca (baixo) e Abílio Rodrigues (bateria). Caíca ficou até 1987, quando entrou Zé Henrique Romanholli. Nesse período O Verso deixou de existir, sendo rebatizado pelo vocalista Alvin L. como Picassos Falsos.

E foi com essa formação que o grupo gravou a primeira demo, contendo "Carne e Osso", "Quadrinhos" e "Idade Média". A fitinha teve maciço apoio da rádio Fluminense FM, e acabou chamando a atenção do jornalista e produtor José Emílio Rondeau, o mesmo do primeiro LP da Legião Urbana. O grupo acabou assinando com a RCA, que havia montado um selo chamado Plug, para promover novas bandas. Uma delas foi o Violeta de Outono. Lançado em 1987, Picassos Falsos foi uma estréia inovadora e recebeu elogios por parte da crítica. Os maiores sucessos foram "Quadrinhos" e "Carne e osso", sendo que a primeira fez parte do programa Armação Ilimitada, da Rede Globo.

Os Picassos inovavam ao usar músicas incidentais; "Carne e osso", por exemplo, trazia trechos de "Se você Jurar", de Ismael Silva, além de "Cristina (Carlos Imperial-Tim Maia)", sucesso na voz de Tim.

1987 | PICASSOS FALSOS

01. Carne e Osso
(Mus. Inc. "Se Você Jurar/Cristina")
02 | Quadrinhos
03 | Que Horas São?
04 | Bater À Porta
05 | Últimos Carnavais
06 | Constrastes
07 | Bonnie e Clyde
08 | Um Bêbado
09 | Idade Média
10 | Olhos Mudos

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Com o lançamento, a banda teve uma lotada agendada de shows, onde se destacavam pelo ótimo nível dos músicos e a presença carismática de Humberto Effe, um dos letristas mais subestimados dos anos 80, além de ser um excelente performer. O grupo abusava de suas influências no palco, abusando dos ritmos regionais como ritmos nordestinos, samba, soul e funk.

Se Picassos Falsos foi uma ótima estréia, o próximo LP seria a grande obra da banda. Supercarioca é um disco ainda mais ousado e visionário, mesclando todos os ritmos regionais com Jimi Hendrix. O LP radicaliza os conceitos iniciais da banda, mas teve vendas inferiores ao disco de estréia.

Se as vendas foram mais modestas, o grupo tinha atingido o seu ápice artístico e o shows eram cada vez mais interessantes e cheios de referências. Na faixa "Bolero", a banda citava "Third Stone from the sun", do primeiro LP do The Jimi Hendrix Experience, Are You Experienced.

1988 | SUPERCARIOCA

01 | Retinas
02 | Bolero
(Mus. Inc. "Third Stone From The Sun")
03 | Marlene
(Mus. Inc. "Último desejo")
04 | Verões
05 | Wolverine
06 | Sangue
07 | O Homem Que Não Vendeu Sua Alma
08 | Fevereiro
09 | Fevereiro 2
10 | Rio de Janeiro
11 | Supercarioca

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A banda continuou na estrada, até o adeus, em 1990. Humberto tentou uma carreira solo, lançando um dico em 1990. Gustavo Corsi tocou com Ivo Meireles, Gabriel o Pensador, Marina Lima e Cláudio Zoli, e também com o Rio Sound Machine. Romanholi tentou a vida no Cruela Cruel (que contava com o guitarrista Feranando Magalhães, do Barão Vermelho), até abandonar a música e tentar a vida no jornalismo. Abílio trabalhou com Belchior e Ivo Meireles, abriu um estúdio e uma loja de instrumentos e formou-se em filosofia.

Segundo Gustavo Corsi, a banda se separou porque a gravadora exigia um novo LP e como eles atravessavam uma fase de pouca criativa, aliada com a pressão, resolveram terminar. Após ficar toda a década de 90 sumidos, eis que a banda volta no primeiro ano do Século XXI. O grupo tinha duas idéias: gravar um novo trabalho, Novo mundo, que foi editado apenas em 2005, pelo selo Psicotronica e o show Hipercariocas, onde tocavam músicas de Paulo da Portela, João Donato, Chico Buarque e João Nogueira.

Nessas apresentações contavam com a presença do percussionista francês David Villefort. Segundo Effe, em entrevista ao jornal O Globo, em 2001, "sempre usamos percussão nos disco, mas no palco éramos um quarteto. Não tínhamos esta preocupação."

2004 | NOVO MUNDO

01 | Você Não Consegue Entender
02 | Porta-Bandeira
03 | Presidente Vargas
04 | Rua do Desequilíbrio
05 | Zig Zag 2
06 | O Filme
07 | Novo Mundo
08 | Até Onde For Seguir
09 | Pra Deixar de Ficar Só
10 | Me Diga Seu Nome
11 | Eletricidade

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O grupo acabou chamando novamente a atenção e foram um dos destaques do TIM Festival, em novembro de 2004, o mais importante evento de música do país, na noite do dia 6. Eles abriram para a cantora PJ Harvey e o Primal Scream. Dividir o palco, no entanto, não animou muito os músicos. Ou como disse disse Romanholi, em uma entrevista ao Globo, em 2001: "O público ainda é ligado no que é produzido lá fora. Eu que já fui roqueiro radical, hoje não troco dez Strokes por um Mestre Ambrósio."

Desde então, a banda reuniu-se ocasionalmente, com planos de lançar um quarto disco jamais concretizado. Os dois discos se encontram fora de catálogo, mas eles foram reunidos na coletânea Picassos Falsos Hot 20, ainda que com as faixas fora de ordem.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Beto Guedes

Oriundo do Clube da Esquina, nesta página sua, Beto Guedes parece reinventar seu próprio clube, depois de tanto frequentar o clube dos irmãos mais velhos, Milton e Lô Borges. Com produção de Ronaldo Bastos e a participação de diversos músicos do antigo clube (Toninho Horta, Flávio Venturini, Vermelho), Beto Guedes acrescenta uma página elétrica ao som dos clubes mineiros de esquina, como num relâmpago. O disco, o som da banda e, principalmente, a voz de Beto Guedes, tem um pouco daquele ar de Minas Gerais, que, mesmo radicado em Belo Horizonte (Beto é de Montes Claros) faz tudo parecer meio de interior, de além das montanhas, de longe do mar. Seu timbre de voz é único, uma recriação tupiniquim de Bob Dylan ou Neil Young, mas com uma certa melancolia que lembra o mar distante, do outro lado da serra.

De certa forma, o clube da esquina e esta página elétrica seriam quase um... Novos Mineiros... Ao som de minas, agrega-se a guitarra fuzz de Beto sem que isso torne o relâmpago um disco de rock'n'roll, como disse, é uma página. E a página do relâmpago elétrico, faixa título que abre o lado A , é uma linda canção de amor na forma de raio, frases curtas e soltas que nunca caem no mesmo lugar, mas que são prenúncio de chuva forte.

Outra página da página é uma leve influência de rock progressivo em canções tanto quanto em faixas instrumentais (Chapéu de Sol) provavelmente devido a presença de Flávio eVenturini, que já tocava com o Terço e estava por formar o 14 bis. A presença de teclados é extensa, ora com Flávio, ora com Vermelho, oras com ambos. Mas a instrumentação não para aí: no mesmo formato do Clube, as seções de gravação incluíam muitos músicos e outro elemento importante é uma percussão variada que se agrega na receita do trovão. Trovão bem temperado, uma vez que com o excesso de sons, muitas vez a textura da massa se sobrepõe ao sabor, o que não é o caso aqui: esta é uma página de canções.

Texto: 1001 discos nacionais

1977 | A PÁGINA DO RELÂMPAGO ELÉTRICO

01 | A Página Do Relâmpago Elétrico
02 | Maria Solidária
03 | Choveu
04 | Chapéu de Sol
05 | Tanto
06 | Lumiar
07 | Bandolim
08 | Nascente
09 | Salve Rainha
10 | Belo Horizonte

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ZERØ


Após ver o vocalista Guilherme Isnard reformular o grupo em 2002 e lançar o CD Electroacústico, o público do Zero comemora agora a reedição em CD do EP Passos no Escuro e do álbum Carne Humana.

Com o título Obra Completa, o CD reúne as dezesseis músicas que o Zero lançou pela gravadora EMI, entre 1986 e 1988. Ficam inéditos em CD a estréia do grupo, ainda em compacto, com 100% Paixão e Heróis, está última disponível no site oficial do grupo para download (http://www.bandazero.com/).

Formado em 1983, o Zero conseguiu seu maior sucesso com a canção Agora Eu Sei, balada romântica que conta com a participação de Paulo Ricardo, na época com o RPM batendo recordes de vendas de seu segundo disco, Rádio Pirata Ao Vivo.

Logo depois, as rádios começaram a tocar Formosa, um rock elegante na linha do Roxy Music e do Duran Duran. Agora Eu Sei e Formosa faziam parte do EP Passos no Escuro, tentativa fracassada da EMI em colocar nas lojas um produto mais barato para o público. A gravadora imaginava que ao lançar um "mini-lp" de sete músicas, cobrando menos por isso, as vendas aumentariam. O plano dos executivos esbarrou nos lojistas que vendiam o tal do "mini-lp" com o mesmo preço de um disco completo.

Mesmo assim, o formato abriu as portas do mercado para bandas como Plebe Rude (que estreou com O Concreto Já rachou) e do Zero.

Pouco tempo depois, Guilherme Isnard e cia estavam em estúdio para gravar Carne Humana. Seguindo na linha tecnopop do disco de estréia, o grupo colocou nas paradas o rock Quimeras e a balada A Luta e o Prazer.

Por divergências musicais, a banda se separou na virada da década de 90, voltando a se reunir em 2002 para o lançamento de Electroacústico, CD que traz vários dos hits do grupo em novas versões.

A capa de Obra Completa homenageia um trabalho do pintor Norman Rockwell, The Conaisseur, que retrata um observador diante de uma tela de Pollock, questionando a arte abstrata.

2003 | OBRA COMPLETA

Cada Fio Um Sonho
Agora Eu Sei
Formosa
Os Olhos Falam
Passos No Escuro
Quero Te Contar
Algum Vício
Quimeras
Linha da Vida
Abuso de Poder
Medo de Voar
Carne Humana
Seu Planeta
Game Over
Sem Pudor
A Luta e o Prazer

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Muzak

Power-trio paulista de post punk, criado em 1984 e formado por Osmar (baixo e voz), Nivaldo (guitarras), Victor Leite (bateria) e Régis (bateria - substituindo Victor). Surgiram dentro da cena underground em São Paulo, influenciados primeiramente, pelas bandas inglesas Killing Joke e Gang of Four. As letras de suas canções tinham como característica o caos urbano e suas consequências e o som produzido era muitas vezes propositalmente assimétrico e hardcore (Ilha Urbana) servindo de trilha sonora para suas divagações existenciais e críticas.

Em 1985 foram convidados a participar de uma coletãnea do selo Baratos Afins chamada Não São Paulo, onde foram gravadas as músicas Ilha Urbana e Jovem Ateus.

Em 1986 foram contratados pela EMI-Odeon e lançaram o mini-lp Muzak, contendo as musicas: Onde Estou, Pés no Vazio, Céu Escuro, Teu Coração, Longe Demais e Rosto Humano.

Em 2004 a dupla Tétine juntamente com a gravadora inglesa Soul Jazz Records lançou na Europa a coletânea The Sexual Life of Savages - Underground Post-Punk from São Paulo, com a faixa Ilha Urbana, no mesmo ano outra coletânea semelhante é lançada na Alemanha pelo selo Man Recordings com o título No Wave, contendo a musica Ilha Urbana…

Texto: Last.fm

1986 | MUZAK

01 | Onde Estou?
02 | Pés no Vazio
03 | Rosto Humano
04 | Longe de Mais
05 | Teu Coração
06 | Céu Escuro


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