A Horse With No Name

cavalo

sábado, 8 de maio de 2010

T.S.O.L. | True Sounds Of Liberty

Considerada uma das mais importantes bandas Punk/Hardcore da Califórnia, o T.S.O.L. (True Sounds of Liberty) surgiu em 1979, formada por Jack Grisham (vocais), Ron Emory (guitarra), Mike Roche (baixo) e Todd Barnes (bateria). Influenciado por bandas como Misfits e Sex Pistols, eles lançam seu primeiro auto-intitulado EP em 1981. Com o lançamento do disco, eles conseguem uma pequena repercussão, abrindo shows para o Dead Kennedy’s e o The Damned . Em 1982 sai o álbum Dance with Me, que faz com que o T.S.O.L se torne uma banda conhecida em Los Angeles e São Francisco.Durante esta época, as bandas que abriam seus shows eram o Bad Religion, Social Distortion e o Adolescents.

Em 83 sai o EP Weathered Statues e posteriormente o disco Beneath the Shadows. Este disco seria o último com a formação original e sonoridade Punk.Estranhamente os membros da banda adotam nomes diferentes, Grisham passa a ser Jack Delauge, e Barnes torna-se Todd Scrivener.Estes dois últimos saem da banda , para seus lugares são recrutados Mitch Dean (bateria) e Joe Wood nos vocais (Joe era cunhado de Grisham).

Com essa formação, a banda passa a adotar um estilo Hard/Gótico e lançam Change Today (84), Revenge (86) e o grande álbum Hit and Run (87).Esse disco tinha uma sonoridade totalmente hard/glam e foi muito bem aceito para aqueles que curtiam grupos como Guns ‘n’ Roses e Faster Pussycat.Em 88 sai o disco T.S.O.L Live, com os sucesso da banda até então, como Hit and Run , Nothing for you e The name is love.

Em 1990 a banda grava o disco Strange Love, durante este período Emory e Roche deixam o grupo.Agora a banda não possuía mais nenhum membro original em sua formação.No ano seguinte é lançada a coletânea Hell and Back Together e a banda se dissolve, vale lembrar que esse disco possui apenas sucessos da fase Hard Rock do grupo.

O ano de 1991 marca a volta do Line-up original e também da fase Punk da banda, eles gravam o álbum Live-Original Members.Após esse lançamento a banda se dissolve novamente, só retornando em 1999, com o disco Anticop, este ano ficou marcado também pelo falecimento do baterista original Todd Barnes, depois de um longo período de luta contra o alcoolismo e as drogas.

O True Sounds of Liberty sempre será lembrado como uma banda verdadeiramente eclética, e que alcançou um sucesso rápido e merecido graças as suas grandes performances ao vivo e o talento de seus músicos.

1984 | CHANGE TODAY

Blackmagic
Just Like Me
In Time
Red Shadows
Flowers By The Door
American Zone
It's Gray
John
Nice Guys
How Do

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

John Lennon


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Depois das confissões existenciais de seu álbum de estréia, Plastic Ono Band, o ex-beatle precisava de um pouco de utopia, uma pitada de esperança. Isso, somado à variada musicalidade do disco, garantida por um elenco de estrelas - George Harrison, Klaus Woorman, Nicky Hopkins, Jim Keltner, Alan White, King Curtis e alguns integrantes do Badfinger -, fez de Imagine um enorme hit, que chegou ao primeiro lugar nas paradas dos EUA e da Inglaterra, exatamente quando Lennon e Yoko Ono estavam se mudando para a América.

Imagine, produzido por Phil Spector no estúdio que Lennon havia construído em sua mansão inglesa, Tittenhurst, traz a canção pela qual o mundo se lembra da personalidade mais interessante dos Beatles, um hino à fé do homem no mundo melhor, mesmo diante de uma realidade desesperadora. O álbum também contém algumas das mlhores canções de amor já feitas para uma mulher - "Oh My Love" e "Jealous Guy" - e, ainda, sua parcela de puro rock'n'roll, ao estilo de Lennon, como no protesto político de "Gimme Some Truth" e na diatribe contra McCartney, "How Do You Sleep?".

Algumas faixas lembram temas introspectivos do passado, como "Crippled Inside" e "How?", mas o novo eixo central de vida descoberto por John em Yoko e também a produção de Spector - orquestrada mas, ainda assim, áspera - fizeram de Imagine seu disco mais equilibrado e bem realizado.

Trata-se do auto-retrato de um homem sensível e, ao mesmo tempo, agressivo, inseguro e arrojado, introspectivo mas socialmente atento. Só a faixa-título, um trabalho de incrível simplicidade, vai chamar a atenção para esta obra-prima imortal por gerações e gerações.

1971 | IMAGINE

01 | Imagine
02 | Crippled Inside
03 | Jealous Guy
04 | It's So Hard
05 | I Don't Want To Be A Soldier
06 | Gimme Some Truth
07 | Oh My Love
08 | How Do You Sleep
09 | How
10 | Oh Yoko!

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Temple Of The Dog



No ano de 1990, o grupo Mother Love Bone preparava-se para lançar em julho: Apple, seu primeiro cd. No dia 19 de março, quatro meses antes do lançamento, o vocalista e líder Andrew Wood, faleceria aos 24 anos por overdose de heroína. Um incidente que pôs fim a uma carreira e uma banda promissoras de Seattle, cidade berço de Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden, citando apenas as mais importantes do movimento grunge, que redefiniu os rumos do rock na década de 90, poderia elencar vários outros exemplos desta massa criativa.

A desoladora dor da morte serviu como mola propulsora para o cd intitulado Temple Of The Dog. Este tributo a Andrew Wood, é uma empreitada idealizada por Chris Cornell (Soundgarden), que conspirou na harmoniosa junção de membros do Pearl Jam (Jeff Ament – Baixo, Stone Gossard – Guitarra, Mike McCready – Guitarra e Eddie Vedder – Vocal) e do Soundgarden (Matt Cameron – Bateria e Chris Cornell – Vocal). Destes músicos, Stone Gossard e Jeff Ament (ambos do Pearl Jam) eram da formação do Mother Love Bone.

O tributo lançado quase um ano depois (1991), só estourou graças a consolidação da fama do Pearl Jam e Soundgarden, pelos seus respectivos álbuns Ten e Badmotorfinger. O cd Temple of The Dog além dos padrinhos de peso, encontrou na canção “Hunger Strike“ um sucesso imediato.

Nos arranjos, a ótima cozinha por Jeff Ament (baixo) e Matt Cameron (bateria) passeia sem problemas nas guitarras de Mike McCready e Stone Gossard. Chris Cornell além de escrever e compor em todas as canções, ainda dá a entonação necessária ao álbum com um vocal sem emendas. Eddie Vedder pouco fez, além de um dueto com Chris em “Hunger Strike” e dando a graça como backing vocal em “Pushin Forward Back“, “Your Saviour“, “Reach Down” e “Four Walled World“, mas nada que apagasse o brilho do frontman do Pearl Jam.

Temple Of The Dog é um álbum de puro rock, sem soar datado, agradando de forma rápida e fácil quem curte melodias simples e bem trabalhadas. Em suas letras, carrega as dores da sociedade com a morte, miséria, fé e religião.

Texto: Na Rota do Rock

1991 | Temple Of The Dog

Say Hello 2 Heaven
Reach Down
Hunger Strike
Pushin Forward Back
Call Me a Dog
Times of Trouble
Wooden Jesus
Your Saviour
Four Walled World
All Night Thing

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Led Zeppelin



Lançado em 2007, totalmente remasterizado e com a inclusão de algumas músicas que não constam no álbum original.

1976 | THE SONG REMAINS THE SAME
(2007 | Remastered-Expanded)


# Disc 1
01 | Rock And Roll
02 | Celebration Day
03 | Black Dog
04 | Over The Hills And Far Away*
05 | Misty Mountain Hop*
06 | Since I've Been Loving You*
07 | No Quarter
08 | The Song Remains The Same
09 | The Rain Song
10 | The Ocean*

# Disc 2
01 | Dazed And Confused
02 | Stairway To Heaven
03 | Moby Dick
04 | Heartbreaker*
05 | Whole Lotta Love

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bill Withers


O cantor e compositor William Withers, nascido no dia 4 de julho de 1938 em Slab Fork, West Virginia, teve sua grande chance através do tecladista Booker T. Jones, líder da banda Booker T. & The MG's. Os dois se conheceram em 1970, após um show dos MG's, e Jones ficou impressionado com a demo que Withers lhe mostrou, conseguindo para o cantor um contrato com a gravadora Sussex. Por essa época, Bill trabalhava como operário numa fábrica de aviões.

Em 1971, gravou dois discos, Man And Boy e Just As I Am. O segundo, produzido por Booker T. Jones e contando com a participação de Stephen Stills na guitarra, trazia a canção Ain't No Sunshine, que chegaria ao primeiro lugar do hit parade americano e daria a Withers o Grammy de melhor canção de rhythm & blues do ano. Still Bill, de 1972, incluiu o segundo grande sucesso de Bill Withers, Lean On Me.

No mesmo ano, Michael Jackson regravou Ain't No Sunshine. Na década seguinte, o músico continuou gravando, mas sem o mesmo sucesso. Seus discos passaram a trazer uma batida mais funkeada, em lugar da sonoridade típica do rhythn & blues dos anos 70.

A música de Bill Withers voltou a ser lembrada em 1999, com a inclusão de Ain't No Sunshine na trilha do filme Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill). Withers continua na ativa, fazendo muitos shows e gravando eventualmente.

1971 | JUST AS I AM

01. Grandma's Hands
02. Everybody's Talking
03. Harlem
04. Ain't No Sunshine
05. Do It Good
06. Hope She'll Be Happier
07. Let It Be
08. I'm Her Daddy
09. In My Heart
10. Better Off Dead
11. Moanin' And Groanin'
12. Sweet Wanomi

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1972 | STILL BILL

01. Lonely Town, Lonely Street
02. Let Me In Your Life
03. Who Is He And What Is He To You
04. Use Me
05. Kissing My Love
06. I Don't Know
07. Another Day To Run
08. I Don't Want You On My Mind
09. Take It All In And Check It All Out
10. Lean On Me

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sonic Youth


Sonic Youth foi uma das bandas mais inovadoras da década de 80. Tá certo, eles não inventaram o Noise Rock e nem nada na sua formula musical. O grande diferencial do Sonic Youth, que os tornou tão influencial e uma das mais importantes bandas de rock alternativo, foi justamente combinar suas influências em algo novo. Utilizando-se de feedback e do barulho característico do Noise Rock e transformando-os em músicas de rock de verdade. Sonic Youth pega carona no experimentalismo do Velvet Underground, porém da um passo à frente. Pega o barulho e transforma-o em pop. Pega a insanidade e transforma-a em canções de verdade. O rítmo punk do barulho desafinado.

Sister é um marco na história da banda. Embora não seja um cd tão bom quanto o "Daydream Nation", Sister com certeza foi mais importante. Esse cd resume tudo o que o Sonic Youth é. Dando mais um passo em direção à estruturas musicais mais consistentes que seu antecessor EVOL tinha provido, o uso de barulho, desafinações e distorções trazem uma textura profunda às musicas, o que é bastante complexo, original, e que funciona como a lei da gravidade nesse álbum.

Marcado, talvez não, com as melhores músicas do Sonic Youth, ou com suas mais famosas, Sister é recheado de ótimas músicas. A abertura, Schizophrenia, é a melhor do album. Embora não seja tão furiosa, é recheada do que o Sonic Youth faz de melhor, e sua atmosfera é com certeza uma das mais lindas que já experimentei musicalmente. Nela, todas as dissonâncias, barulhos e notas distorcidas são perfeitamente coladas, criando uma das músicas mais bem elaboradas do Sonic Youth. O álbum também marca destaque na Tuff Gnarl, desta vez uma música mais rápida, mais furiosa, e que explora bem mais o espírito desarmonico do Sister. Também temos a incrivelmente romântica Cotton Crown (Kotton Krown), uma prova de que Gordon e Moore deveriam cantar como dueto em mais músicas do Sonic Youth (o que, infelizmente, não acontece com frequência).

Sister tem uma atmosfera extremamente melancólica e negra. Ao mesmo tempo, quente e aconchegante. O fato de ter sido gravado inteiramente com equipamentos analógicos, dando a ele um espírito meio vintage. Com o uso inesperado de chaves de fenda, bastões de ferro enfiados no braço da guitarra, pisotear o baixo e outros tipos de bizarres, o Sonic Youth demonstra ser uma das bandas mais criativas da década, e no Sister e no seu sucessor Daydream Nation, eles provam o porquê de serem quem eles são.

1987 | SISTER

Schizophrenia
Catholic Block
Beauty Lies in the Eye
Stereo Sanctity
Pipeline/Kill Time
Tuff Gnarl
Pacific Coast Highway
Hot Wire My Heart
Cotton Crown
White Cross

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sábado, 1 de maio de 2010

The Cult

Antes de caírem no rock pesado e virarem uma cópia do Guns N' Roses, o Cult era uma das bandas mais interessantes do anos 80. Começaram como uma banda meio gótica, de batida meio tribal. O vocalista Ian Astbury dizia-se influenciado pelos índios norte-americanos e junto com o fabuloso guitarrista Billy Duffy formou uma das parcerias mais simpáticas da nova fase psicodélica que assolou a Inglaterra nos anos 80. Após formarem o Southern Death Cult, Death Cult e depois finalmente o Cult, a banda arregimentou uma legião de fãs. Fizeram um excepcional disco de hard, Electric, e depois caíram de boca no som mais pesado e foram colocados como uma banda de segunda linha. Uma injustiça para um dos grupos mais promissores da década.

Ian começou com a idéia de montar uma banda de rock influenciado pelos anos 60, logo após largar o exército. Depois de montar o Southern Death Cult, que conquistou um certo público e deu espaço para o cantor, ele resolveu desmontar a banda. Conheceu Billly, montaram o Death Cult, que rendeu a dançante God´s Zoo nas paradas independentes.

A banda debutou com Dreamtime, que trazia "Spiritwalker". Após isso, foi lançado um disco ao vivo, chamado Dreamtime Live at the Lyceum, que chegou a ser lançado na época como um brinde do primeiro álbum. O grupo já tinha sua posição consolidada na Inglaterrra como um dos principais nomes do neo-psicodelismo que atingira a Grã-Bretanha. A letra dizia algo como: "Eu quero minha hora do sonho, eu quero minha hora do sonho, A única coisa intocável que é minha. Eu irei usar meu cabelo comprido, ele é uma extensão do meu coração" - embora na letra do encarte esteja escrita "extensão da minha alma".

A música subiu várias posições nas paradas independentes, já que tinham assinado com a Beggar's Banquet, mesma gravadora do Bauhaus. Ian Astbury deixava seu cabelo cada vez mais comprido. Juntaram o baixista Jamie Stewart e deixaram a bateria com vários membros, sem ter um fixo. O som era bebido dos Doors, Pink Floyd, Love, e outras coisas.

"O Cult era uma banda que te chamava atenção no palco. Ian todo de preto, sendo acompanhado pela selvagem guitarra de Billy, tocando com toda aquela energia saindo deles. O público era formado por góticos, punks, harders, todo tipo. Tinha gosto para tudo. E você saía simplesmente chapado do ginásio. Parecia que tinha acabado de ver uma cerimônia, um ritual", lembra Ian McCulloch, vocalista do Echo and the Bunnymen.

O grupo era simplesmente idolotrado na Inglaterra, sendo cultuado mais até do que o nome sugere. O auge surgiu com o lançamento do álbum Love. Ainda uma excentricidade para o mercado norte-americano, o Cult foi tomando as paradas de sucesso de assalto e ganhando rasgados elogios da mídia, que via naquele quarteto um novo Led Zeppelin, embora a comparação ficasse mais forte com o álbum posterior Electric.

"Não podemos esquecer que o Cult fez ressurgir em muito a volta do Led nos anos 80. Eles tinham uma energia e carisma parecidos em palco", relembra Bono, do U2.

O disco foi gravado em 1985, e o primeiro single "She Sells Sanctuary", foi gravado entre os dias 11 e 15 de março. A versão de 12 polegadas, por incrível que pareça, chegou a sair no Brasil na época, mas passou em branco para variar. Mas nenhuma casa noturna ficava indiferente quando tocava. Era botar todo mundo para dançar.

Texto: Mofo

1985 | LOVE

01 | Nirvana
02 | Big Neon Glitter
03 | Love
04 | Brother Wolf, Sister Moon
05 | Rain
06 | Phoenix
07 | Hollow Man
08 | Revolution
09 | She Sells Sanctuary
10 | Black Angel

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