A Horse With No Name

cavalo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bill Withers


O cantor e compositor William Withers, nascido no dia 4 de julho de 1938 em Slab Fork, West Virginia, teve sua grande chance através do tecladista Booker T. Jones, líder da banda Booker T. & The MG's. Os dois se conheceram em 1970, após um show dos MG's, e Jones ficou impressionado com a demo que Withers lhe mostrou, conseguindo para o cantor um contrato com a gravadora Sussex. Por essa época, Bill trabalhava como operário numa fábrica de aviões.

Em 1971, gravou dois discos, Man And Boy e Just As I Am. O segundo, produzido por Booker T. Jones e contando com a participação de Stephen Stills na guitarra, trazia a canção Ain't No Sunshine, que chegaria ao primeiro lugar do hit parade americano e daria a Withers o Grammy de melhor canção de rhythm & blues do ano. Still Bill, de 1972, incluiu o segundo grande sucesso de Bill Withers, Lean On Me.

No mesmo ano, Michael Jackson regravou Ain't No Sunshine. Na década seguinte, o músico continuou gravando, mas sem o mesmo sucesso. Seus discos passaram a trazer uma batida mais funkeada, em lugar da sonoridade típica do rhythn & blues dos anos 70.

A música de Bill Withers voltou a ser lembrada em 1999, com a inclusão de Ain't No Sunshine na trilha do filme Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill). Withers continua na ativa, fazendo muitos shows e gravando eventualmente.

1971 | JUST AS I AM

01. Grandma's Hands
02. Everybody's Talking
03. Harlem
04. Ain't No Sunshine
05. Do It Good
06. Hope She'll Be Happier
07. Let It Be
08. I'm Her Daddy
09. In My Heart
10. Better Off Dead
11. Moanin' And Groanin'
12. Sweet Wanomi

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1972 | STILL BILL

01. Lonely Town, Lonely Street
02. Let Me In Your Life
03. Who Is He And What Is He To You
04. Use Me
05. Kissing My Love
06. I Don't Know
07. Another Day To Run
08. I Don't Want You On My Mind
09. Take It All In And Check It All Out
10. Lean On Me

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sonic Youth


Sonic Youth foi uma das bandas mais inovadoras da década de 80. Tá certo, eles não inventaram o Noise Rock e nem nada na sua formula musical. O grande diferencial do Sonic Youth, que os tornou tão influencial e uma das mais importantes bandas de rock alternativo, foi justamente combinar suas influências em algo novo. Utilizando-se de feedback e do barulho característico do Noise Rock e transformando-os em músicas de rock de verdade. Sonic Youth pega carona no experimentalismo do Velvet Underground, porém da um passo à frente. Pega o barulho e transforma-o em pop. Pega a insanidade e transforma-a em canções de verdade. O rítmo punk do barulho desafinado.

Sister é um marco na história da banda. Embora não seja um cd tão bom quanto o "Daydream Nation", Sister com certeza foi mais importante. Esse cd resume tudo o que o Sonic Youth é. Dando mais um passo em direção à estruturas musicais mais consistentes que seu antecessor EVOL tinha provido, o uso de barulho, desafinações e distorções trazem uma textura profunda às musicas, o que é bastante complexo, original, e que funciona como a lei da gravidade nesse álbum.

Marcado, talvez não, com as melhores músicas do Sonic Youth, ou com suas mais famosas, Sister é recheado de ótimas músicas. A abertura, Schizophrenia, é a melhor do album. Embora não seja tão furiosa, é recheada do que o Sonic Youth faz de melhor, e sua atmosfera é com certeza uma das mais lindas que já experimentei musicalmente. Nela, todas as dissonâncias, barulhos e notas distorcidas são perfeitamente coladas, criando uma das músicas mais bem elaboradas do Sonic Youth. O álbum também marca destaque na Tuff Gnarl, desta vez uma música mais rápida, mais furiosa, e que explora bem mais o espírito desarmonico do Sister. Também temos a incrivelmente romântica Cotton Crown (Kotton Krown), uma prova de que Gordon e Moore deveriam cantar como dueto em mais músicas do Sonic Youth (o que, infelizmente, não acontece com frequência).

Sister tem uma atmosfera extremamente melancólica e negra. Ao mesmo tempo, quente e aconchegante. O fato de ter sido gravado inteiramente com equipamentos analógicos, dando a ele um espírito meio vintage. Com o uso inesperado de chaves de fenda, bastões de ferro enfiados no braço da guitarra, pisotear o baixo e outros tipos de bizarres, o Sonic Youth demonstra ser uma das bandas mais criativas da década, e no Sister e no seu sucessor Daydream Nation, eles provam o porquê de serem quem eles são.

1987 | SISTER

Schizophrenia
Catholic Block
Beauty Lies in the Eye
Stereo Sanctity
Pipeline/Kill Time
Tuff Gnarl
Pacific Coast Highway
Hot Wire My Heart
Cotton Crown
White Cross

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sábado, 1 de maio de 2010

The Cult

Antes de caírem no rock pesado e virarem uma cópia do Guns N' Roses, o Cult era uma das bandas mais interessantes do anos 80. Começaram como uma banda meio gótica, de batida meio tribal. O vocalista Ian Astbury dizia-se influenciado pelos índios norte-americanos e junto com o fabuloso guitarrista Billy Duffy formou uma das parcerias mais simpáticas da nova fase psicodélica que assolou a Inglaterra nos anos 80. Após formarem o Southern Death Cult, Death Cult e depois finalmente o Cult, a banda arregimentou uma legião de fãs. Fizeram um excepcional disco de hard, Electric, e depois caíram de boca no som mais pesado e foram colocados como uma banda de segunda linha. Uma injustiça para um dos grupos mais promissores da década.

Ian começou com a idéia de montar uma banda de rock influenciado pelos anos 60, logo após largar o exército. Depois de montar o Southern Death Cult, que conquistou um certo público e deu espaço para o cantor, ele resolveu desmontar a banda. Conheceu Billly, montaram o Death Cult, que rendeu a dançante God´s Zoo nas paradas independentes.

A banda debutou com Dreamtime, que trazia "Spiritwalker". Após isso, foi lançado um disco ao vivo, chamado Dreamtime Live at the Lyceum, que chegou a ser lançado na época como um brinde do primeiro álbum. O grupo já tinha sua posição consolidada na Inglaterrra como um dos principais nomes do neo-psicodelismo que atingira a Grã-Bretanha. A letra dizia algo como: "Eu quero minha hora do sonho, eu quero minha hora do sonho, A única coisa intocável que é minha. Eu irei usar meu cabelo comprido, ele é uma extensão do meu coração" - embora na letra do encarte esteja escrita "extensão da minha alma".

A música subiu várias posições nas paradas independentes, já que tinham assinado com a Beggar's Banquet, mesma gravadora do Bauhaus. Ian Astbury deixava seu cabelo cada vez mais comprido. Juntaram o baixista Jamie Stewart e deixaram a bateria com vários membros, sem ter um fixo. O som era bebido dos Doors, Pink Floyd, Love, e outras coisas.

"O Cult era uma banda que te chamava atenção no palco. Ian todo de preto, sendo acompanhado pela selvagem guitarra de Billy, tocando com toda aquela energia saindo deles. O público era formado por góticos, punks, harders, todo tipo. Tinha gosto para tudo. E você saía simplesmente chapado do ginásio. Parecia que tinha acabado de ver uma cerimônia, um ritual", lembra Ian McCulloch, vocalista do Echo and the Bunnymen.

O grupo era simplesmente idolotrado na Inglaterra, sendo cultuado mais até do que o nome sugere. O auge surgiu com o lançamento do álbum Love. Ainda uma excentricidade para o mercado norte-americano, o Cult foi tomando as paradas de sucesso de assalto e ganhando rasgados elogios da mídia, que via naquele quarteto um novo Led Zeppelin, embora a comparação ficasse mais forte com o álbum posterior Electric.

"Não podemos esquecer que o Cult fez ressurgir em muito a volta do Led nos anos 80. Eles tinham uma energia e carisma parecidos em palco", relembra Bono, do U2.

O disco foi gravado em 1985, e o primeiro single "She Sells Sanctuary", foi gravado entre os dias 11 e 15 de março. A versão de 12 polegadas, por incrível que pareça, chegou a sair no Brasil na época, mas passou em branco para variar. Mas nenhuma casa noturna ficava indiferente quando tocava. Era botar todo mundo para dançar.

Texto: Mofo

1985 | LOVE

01 | Nirvana
02 | Big Neon Glitter
03 | Love
04 | Brother Wolf, Sister Moon
05 | Rain
06 | Phoenix
07 | Hollow Man
08 | Revolution
09 | She Sells Sanctuary
10 | Black Angel

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Damon Shulman

Damon Shulman é parte de uma longa tradição musical. Seu pai e tios foram membros fundadores da banda Simon Dupree & The Big Sound e, posteriormente, do grupo de rock progressivo Gentle Giant.

Damon começou a tocar em bandas muito cedo: Chaos, Band A Part (com participação de Phil Shulman), The Woking Stifs e Different Trains, obtendo reconhecimento da crítica e arrebentando um bom número de fãs

Em 2003, Damon lançou o CD "In Pieces". O álbum incluiu performances de seu pai, Phil. Em 2006, Damon lança seu próximo álbum através da Alucard Publishing: "A Brief Moment Of Panic". O álbum foi gravado e produzido no estúdio caseiro de Damon. "Vultures And Sheep", seu terceiro álbum, sai em 2008.

Mais informações:
damonshulman.co.uk
gentlegiantmusic.com

2003 | IN PIECES

01 | Everything
02 | No Control
03 | Walk On water
04 | Rats
05 | The Devil Wants A Ride
06 | Forever
07 | The Finest Feeling
08 | In My House

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2006 | A BRIEF MOMENT OF PANIC

01 | Scream
02 | Self Pity At The Guildhall
03 | While We're In Flight
04 | Pleasure
05 | She Fades Away
06 | Soul Seeks Rebellion
07 | Telead
08 | When We Were

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2008 | VULTURES AND SHEEP

01 | How You Want It
02 | I'll Break Your Heart
03 | Re-Animator
04 | Scum
05 | Vultures And Sheep
06 | Walk
07 | Wanted
08 | Wish I Was A

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Como morcegos à luz do sol


Mais uma noite em que as pílulas
Escorreram pela garganta como balas de goma.
Olhos cerrados e cérebro alerta.
A lua já encontra o sol anunciando um novo dia.
Mas não há começo sem fim.
Um moto-contínuo mantém o estado de alerta.
Não há ciclos; apenas permanência.
Mal-estar tomando conta e trajetos a serem trilhados,
As vezes acompanhados do medo de não chegar.
Como morcegos à luz do sol.

Jorge Carlet

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cocteau Twins


Do Livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer


Foi neste terceiro álbum que a beleza misteriosa dos Cocteau Twins começou a se revelar. O baixista Simon Raymonde, mais recente membro da banda, aos poucos foi se envolvendo cada vez mais com a composição, orquestração e produção musical. Junto com o guitarrista Robin Guthrie e a incomparável vocalista Liz Frazer, ele se enfurnou nos estúdios Palladium, em Londres, e criou uma obra-prima.

A reluzente teia abstrata da capa assim como os títulos das músicas inspirados em belos nomes mitológicos são um bom exemplo da influência estética do selo 4AD. Nada mais adequado, então, que a primeira música receba o nome do fundador do selo, Ivo. Com a delicada introdução vocal e a guitarra cortante que emerge ao longo da música "Ivo" inicia o álbum em alto e bom tom, literalmente.

Em seguida vem "Lorelei", a melhor música do álbum. Conduzindo os ouvintes com toques de sinos e camadas de sintetizadores, a música irrompe em ritmo persuasivo e uma interpretação vocal estupenda. A voz de Frazer se estende e sobe, suspira e plaina, flutuando acima da música. É difícil acreditar que seus refrões ascendentes e modulados estão saindo da mesma boca que os vibratos graves que estão na base da música.

"Persephone" dá ao álbum um toque industrial e um pouco grunge, enquanto "Pandora" desliza para uma vertente jazzística. "Domino" conclui o LP com a mesma intensidade do início com sua introdução ambiente e angelical de dois minutos que finalmente explode em um ritmo forte antes de se dissolver em silêncio. Treasure é inesquecível.

1984 - TREASURE

01. Ivo
02. Lorelei
03. Beatrix
04. Persephone
05. Pandora (For Cindy)
06. Amelia
07. Aloysius
08. Cicely
09. Otterley
10. Donimo

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Paulinho Pedra Azul

Paulo Hugo Morais Sobrinho, o Paulinho Pedra Azul, é um cantor, poeta, artista plástico e compositor brasileiro.

Nascido em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, no dia 3 de agosto de 1954.

Além de músico, também é autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros.

Sua carreira artística teve início por volta dos 13 anos de idade, inicialmente com as artes plásticas. Enveredando pela música participou de um conjunto chamado “The Giants”, em que trabalhou com Rogério Braga, Mauro Mendes, Marivaldo Chaves, Salvador, Edmar Moreira e André, interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, dentre outros.

A partir do final dos anos 1960 participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado inúmeros shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo onde morou por dez anos, período no qual trabalhou com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, também oriundo de Pedra Azul. Retornou depois para Minas, se fixando em Belo Horizonte onde até hoje reside.

Durante o tempo em que viveu em São Paulo gravou seus três primeiros discos. O LP de estréia fez grande sucesso com a canção que lhe dá o título: "Jardim da Fantasia", popularmente conhecida como "Bem-te-vi".

Com um estilo que varia do romântico à MPB, fortemente influenciada pelo Clube da Esquina, e com algumas composições de chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 21 discos gravados, a maioria deles independentes, tendo vendido cerca de 500 mil exemplares de toda a sua obra. É também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros, dentre eles “Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba”, escrito durante visita à ilha de Fidel Castro.

Apesar de não ser um constante freqüentador da mídia de massa, Paulinho Pedra Azul consegue ser conhecido por um segmento específico que envolve principalmente universitários. Pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.

Texto: Wikipédia

1982 | JARDIM DA FANTASIA

01 | Ave cantadeira
02 | Pobre bichinho
03 | Valsa do desencanto
04 | Voarás
05 | Nascente
06 | Cortinas de ferro
07 | Jequitinhonha
08 | Cantar
09 | Jardim da Fantasia
10 | Vagando

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